Rota dos Cânions na Serra Catarinense

Olá, estou de volta com mais um post de viagem para inspirar vocês.

Nosso país esta repleto de belezas naturais né, e o melhor, tem para todos os gostos, tem cerrado, caatinga, pantanal, pampa, mata, tem praia, tem cachoeira, tem montanha, tem dunas, lugares lindos que mostram o quanto somos pequenos e o quanto a natureza pode ser majestosa.

Aproveitamos o feriado de 7 de setembro para cair na estrada e visitar os Cânions da Serra Catarinense. Para quem não sabe a rota dos Cânions contempla os estados de SC e RS, começa em Bom Jardim da Serra/ SC e termina Cambará do Sul/RS. Fiz um roteiro a fim de conhecer os cânions, a Serra do Rio do Rastro e a cidade de Urubici. Para nossa alegria a previsão do tempo indicava tempo firme e sem neblina, perfeito para contemplar a serra.

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Nossa primeira parada foi em Urubici, nosso objetivo era visitar o Morro da Igreja que fica no Parque Nacional São Joaquim, um lugar lindo que tem visitação gratuita e é de fácil acesso.

O Morro da Igreja fica em área restrita,  para visitar é preciso de uma autorização prévia  que deve ser retirada na sede do ICMBio na cidade de Urubici, o endereço é Av. Pedro Bernardo Warmling, 1542 CEP: 88.650-000, é bem fácil achar, a visita não tem custo, você só vai preencher seus dados de contato, o horário de subida é das 8 as 17hs. Chegamos na cede por volta das 10hs, tinha uma pequena fila para pegar a autorização, mas não demorou mais que 15min, depois seguimos para o morro. O acesso é por ordem de chegada e tem um limite diário de 200 carros, portanto em dias de movimento as autorizações podem acabar  cedo, a subida do morro também é feita por ordem de chegada, e uma vez estando no topo pode permanecer lá por 15min. Quando chegamos tinham uns 20 carros da nossa frente, mas esperamos em torno de 15min também até chegar nossa vez. Fique atento, sem a autorização nem adiante subir o morro pois não vão deixar passar. Na base do Morro ainda é possível visitar a Cascata Véu de Noiva, dentro de uma propriedade particular com restaurante.

 

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Há, o acesso ao morro esta fechado para obras de melhorias na rodovia, as obras devem durar até o próximo ano, mas eles estão abrindo em feriados, por isso conseguimos fazer a visita, mas recomendo acessar o site ou ligar antes para se certificar de que mesmo sendo um feriado estará aberto. Segue os links para contato Urubici, ICMBio e o telefone  (49)  3278-4994.

Depois de visitar o morro da igreja paramos para comprar um lanche e seguimos para Bom jardim da Serra, onde ficam os Cânions e onde nos hospedamos. Se seu passeio tem o intuito de conhecer os Cânions é melhor se hospedar em Bom Jardim, é mais perto e mais prático. O caminho é um charme só, embora seja bem sinuoso, o asfalto é bom e as paisagens são lindas. Chegamos em Bom Jardim logo após o meio dia e seguimos direto para a Fazenda Rincão de Palha onde nos hospedamos. A localização da fazenda não poderia ser melhor, o Cânion das Laranjeiras fica dentro da propriedade da fazenda, e os donos fazem o passeio.

Chegamos no inicio da tarde quando o almoço estava sendo servido, o almoço era um belo churrasco, uma pena que já tínhamos comido no caminho. Logo após nos instalarmos na fazenda seguimos para o passeio, fomos com carro 4×4 com o filho do proprietário, o Benito, que além de nos mostrar o lugar de uma maneira especial nos deu uma aula sobre a biodiversidade da serra.

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O carro nos leva até próximo do cânion, passando por um terreno bem irregular, depois seguimos a pé até ele, contornamos toda sua borda. Terminamos o primeiro dia encantados, o Cânions das Laranjeiras é muito lindo, tem 3 cachoeiras que quebram o silêncio e deixam o lugar ainda mais belo. As fotos não mostram a verdadeira beleza do lugar que é sensacional. Ficamos nele até o pôr do sol e ainda fomos contemplados com a visita de uma raposa vermelha, lindaa.

No dia seguinte acordamos cedo tomamos o café da manhã na fazenda e saímos para conhecer o Cânion da Ronda. O Cânion da Ronda fica no sopé da serra do Rio do Rastro, também fica dentro de uma propriedade particular e o valor para conhecer é de R$10,00 por pessoa, a vantagem dele é que não precisa de guia, e pode ir de carro. A entrada fica a esquerda de quem sobe a serra, antes do mirante, tem um portal que identifica, é a mesma entrada para quem quer conhecer o parque eólico. O carro vai até um lugar bem perto do cânion, é acessível para quase todos, pessoas com mobilidade reduzida podem ter problemas para acessar. Do estacionamento uma escadaria e depois caminhada leve de menos de 5 min levam a borda do Cânion.

Ele é diferente do Cânion das laranjeiras, a formação é completamente diferente, mas igualmente encantador. No mesmo local esta o parque eólico, é possível ir bem perto das torres de energia. O lugar é incrível, sentar em silêncio e contemplar a beleza renova as energias.

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Depois de conhecer o Cânion fomos até o mirante  para ver a Serra do Rio do Rastro. Como era um sábado de feriado o mirante estava bem cheio. No mirante é possível fazer um passeio de helicóptero e ver as belezas de cima.

A tarde reservamos para conhecer o Cânion do Funil que fica na propriedade do Sr. Miguel, quem quer conhecer pode combinar direto com ele ou com a empresa Tribo da Serra que faz os passeios, o contato do Sr. Miguel é (49) 99127-1014, o valor varia, mas a média é de R$130,00 por pessoa. Confesso que depois do almoço bateu aquela preguiça e desistimos do passeio, rodamos por Bom Jardim e voltamos para a fazenda, la fizemos um passeio a cavalo e descansamos.

Nos programamos para voltar descendo a Serra, mas como na ida pegamos muuuuuito transito na BR 101, desistimos de voltar por ela e voltamos por um caminho alternativo. Como visitamos a Serra no sábado de manhã não sentimos necessidade de descer ela.

Algumas considerações sobre os lugares.

A serra é linda, as paisagens mudam o tempo todo, é fazer uma curva e se deparar com uma cachoeira, Bom Jardim é conhecida como a cidade das águas, as cachoeiras lá são abundantes, é muito lindo.

Bom Jardim não é uma cidade com uma grande estrutura, as coisas lá são simples, pousadas simples, restaurantes simples, porém os preços não são nada simples, são preços de turismo em cidades com mais estrutura.

A estrada que leva até a fazenda é toda de terra e alguns trechos são extremamente esburacados, carros baixos podem ter grandes dificuldades em passar.

Quanto a hospedagem na fazenda, embora os donos sejam extremante cordiais e tratam todos como membros da família ficamos um pouco decepcionados. As acomodações são perfeitas, não tenho do que reclamar, porém o café da manhã por exemplo não era grandioso, tinha pão, presunto, queijo, duas frutas, café, leite e suco, eu esperava um café da manhã tipico de fazenda, com bolos, salames, queijos coloniais, enfim, ficamos decepcionados. Nos decepcionamos também com a organização, pedimos um passeio de cavalo as 15:30hs, ficamos esperando e eram 17:45 quase anoitecendo quando os cavalos ficaram prontos, o passeio era para ser de uma hora porém não durou isso e já anoiteceu, o capataz da fazenda também ficou assustando os cavalos para que eles apressassem, eles ficavam nervosos e trotavam, para quem esta acostumado acho que tudo bem, mas era meu primeiro passeio de cavalo na vida não foi uma experiência nada agradável, no final da estadia veio a conta com o passeio cobrado por uma hora. Então qual minha opinião? Os donos são pessoas incríveis, mas o valor cobrado pela estadia não entrega vantagens, como não tem atividades na fazenda eu achei que o valor cobrado é injusto. Todas as atividades e alimentação são cobradas a parte.

Sobre os valores, o passeio de carro 4×4 custa R$100,00 por pessoa, o valor serve tanto para hospedes como para pessoas que façam somente o passeio. Abaixo a relação completa dos valores .

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Sobre os Cânions são lindos e valem o passeio, nos mostram o quanto somos pequenos e insignificantes, fazem refletir sobre a vida que levamos.

Mais algumas fotos da fazenda e das redondezas.

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Espero que tenham gostado, já já tem mais viagens pra inspirar vocês.

Beijos e até o próximo ♥

 

 

 

Safari na África do Sul

Oi

Finalmente estou escrevendo sobre essa experiência maravilhosa. Sem dúvidas foi a mais aguardada e mais marcante já vivida e é um prazer compartilhar com vocês cada momento do que vivemos na Africa do Sul.

A viagem começou maravilhosa, a interação com os felinos foi um momento muito marcante, mas estávamos muito ansiosos para fazer o safári e ter uma experiência na savana africana. O local escolhido para fazer safári foi a reserva privada de Madikwe, a reserva faz fronteira com Botsuana e está localizada na Província Noroeste, na África do Sul, a cerca de 3,5 horas de carro de Johannesburg, em Gauteng. Está também a cerca de 40 km de Gabarone, a capital do Botsuana, oferecendo assim uma opção de chegada pelo Botsuana. Também é acessível através de uma pista de pouso dentro da reserva onde aviões pequenos  fazem o trajeto partindo do aeroporto de Johannesburg. Porém nós alugamos um carro e fomos dirigindo, rodovias muito bem pavimentadas e com boa sinalização fizeram o percurso ser bem agradável.

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Madikwe Game Reserve é uma das poucas reservas de vida selvagem na África que é livre de malária, esse foi um fator que pesou na hora da escolha. Claro, isso e as muitas espécies selvagens que vivem no local. A reserva contempla os Big 5 e outros animais raros que são difíceis de serem encontrados, como a hiena marrom, chitas, o Aardwolf e também os cães selvagens.

 

Madikwe Game Reserve é uma reserva privada, ou seja, o público em geral não tem permissão para entrada, somente os hóspedes que tem reserva em um dos lodges tem acesso a reserva, isso impede a superlotação nos avistamentos de vida selvagem que tantas vezes ocorrem nos Parques Nacionais.

Ficamos hospedados 3 noites, isso significa que teríamos 6 games, como são chamadas cada saída para safári, porém tivemos um game extra para ver os guepardos, que estavam muito longe do lodge, na divisa com o Botsuana, rodamos quase duas horas para encontrá-los. A reserva é muito grande e nenhum game é igual ao outro, cada dia íamos para um lugar diferente e cada lugar tem um visual diferente. A reserva tem uma paisagem muito bonita, um vale rodeado de montanhas, a paisagem por si só já é algo encantador.

 

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Já no primeiro game vimos muitos antílopes, zebras, girafas, gnus, elefantes, rinocerontes e leões. Foi um primeiro dia incrível. Antílopes e zebras tinham muitos e em todos os lugares, tinham tantos que acabamos nem tirando tantas fotos. Sabe quando você vê o tempo todo e não da muita importância, é assim com os pobres bichos, hehehe.

 

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Como tenho muitas fotos, vou separar elas por animais, acho que vai ser mais fácil de mostrar. As girafas nos recepcionam na chegada da reserva, tinham umas quatro do lado da estrada e quando nos aproximamos elas entraram na frente do carro e caminharam pela estrada bem tranquilas, foi incrível e um belo comitê de boas vindas. Depois quando estávamos voltando do safári, já estava anoitecendo, nos deparamos com umas 5, no céu um vermelho e laranja do pôr do sol tornou o momento um verdadeiro espetáculo. Era o pôr do sol, o silêncio e as girafas, me arrepio quando lembro do momento.

 

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Com os elefantes não podia ser diferente, assim que chegamos no quarto tinha um elefante na frente da nossa varanda, foi pura adrenalina, a reserva já mostrava como seriam os próximos dias. No primeiro game nos deparamos com uma manada que estava passando, que animais mais incríveis, tinham adultos, jovens e filhotes, presenciamos até uma disputa de dois adultos que durante o embate chegaram muito perto do jipe, deu um frio na barriga. Depois quando estávamos indo no local onde viram os guepardos encontramos uma manada em um lago, todos bebendo, o lugar era lindo e os elefantes agregavam ainda mais beleza.

 

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Eu estava na expectativa para ver um rinoceronte, sei o quanto são difíceis de ver e mais uma vez fomos presenteados. No primeiro game depois de ver antílopes, zebras, elefantes e leões eis que chegamos em uma fonte de água e lá tinham nada mais, nada menos que 5 rinocerontes. Quando chegamos tinham dois bebendo água, mas logo em seguida foram chegando os demais e no final tinham cinco animais lindos com o pôr do sol no fundo. Foi algo que não é possível ver em nenhum outro lugar do mundo, algo que só a Africa pode proporcionar. Mas não foi só isso, a noite voltando para o lodge ainda encontramos uma mamãe e um filhote e vimos rinocerontes várias outras vezes inclusive com filhotes.

 

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E o que dizer de quando encontramos uma matilha de cães selvagens? Eu tenho uma grande admiração pelos cães selvagens, sua forma de vida, sua força, sua lealdade, seu cuidado com todos os membros da família são características que fazem desse animal um dos meus favoritos, e a reserva de Madikwe é um lugar muito famoso por ter um grande número desse animal, porém este é um animal nômade e muito difícil de ser visto, o que torna seu avistamento ainda mais especial. Infelizmente esses animais estão na lista de extinção, eles estão sumindo gradativamente.

 

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E o rei da selva? O rei nos presenteou com sua presença já no primeiro game, um macho, duas fêmeas e filhotes dormindo. No segundo game vimos dois machos e uma fêmea, todos acordados, no terceiro game seguimos um macho enquanto ele demarcava seu território, no quarto game acompanhamos um momento intimo entre um macho e uma fêmea, teve uma família brincando, ou seja, quase enjoamos de ver leões. hehehe

 

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Tão difícil quanto ver os cães selvagens esse animal esta na lista dos quase impossíveis de ver em um safári. Os guepardos são furtivos, difíceis de encontrar, o que torna seu avistamento um momento memorável. Estávamos tomando nosso cafe da manhã, tínhamos recém chegado do game quando nosso ranger veio nos avisar que tinham avistados dois guepardos e iriamos até la vê-los. Foi um caminho longo, os guepardos estavam na divisa com o Botsuana, mas valeu a pena cada quilometro rodado. Tínhamos tido a experiência de conhecer esse animal no Ukutula e fizemos interação com eles, mas ver assim na forma selvagem é muito diferente. Foi muito bom ter essa oportunidade e sou muito grata por viver isso. Eram dois machos que não se importaram com nossa presença, estava calor e eles estavam na sombra, depois começaram andar e seguimos eles por um tempo, foi lindo de ver.

 

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E por último mas não menos importante o pôr do sol. Cada dia foi muito especial para nós, foram experiências nunca antes vividas e duvido que possam ser vividas em outro lugar do mundo, estar na África e ver os animais ali tão perto vivendo em liberdade, selvagens, foi a concretização de um sonho. A Africa é um lugar muito especial, cada dia foi lindo e o pôr do sol era o encerramento perfeito para esses dias. Nós parávamos o jipe e apreciávamos o espetáculo da mãe natureza, sempre com senários de tirar o fôlego. Vou sentir muita saudade e espero ter a oportunidade de voltar.

 

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Os únicos animais que não conseguimos ver foi o leopardo e as hienas, o território é muito grande e é difícil de encontrá-los. Mas nossos amigos que ficaram mais dias la tiveram a oportunidade de ver esses animais.

Nossa como ficou grande! Espero que tenham gostado e no próximo post vou falar sobre o hotel e como é dormir na savana.

Beijos e até o próximo ♥

Viagem para África do Sul: Dicas

É até difícil acreditar que finalmente pude conhecer um pedacinho de um lugar que é tão especial pra mim. Sou apaixonada pela beleza e grandeza da África e sempre foi um sonho conhecer esse continente que é o berço da humanidade. Pisar em solo Africano é muito mais que a realização de um sonho é uma conquista que marcou a minha vida.

Nesse post vou dar umas dicas essenciais para viajantes que vão pela primeira vez para esse lugar incrível, dicas que não li em nenhum lugar e que nos fizeram passar perrengue.

 

 

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Nosso objetivo na viagem era fazer safári, conhecer as belezas de um lugar único, ter a experiência de ver animais incríveis em seu habitat natural, aproveitar ao máximo o que ainda resta de vida selvagem, por isso escolhemos a Africa do Sul que traz um misto de vida selvagem e modernidade.

 

Antes de escolher a data pesquisamos qual o melhor período para fazer safári, ficamos sabendo que os meses de inverno são os melhores pois não chove muito e a vegetação esta baixa melhorando a visibilidade da vida selvagem.  O clima da Africa do Sul é o mesmo do Brasil, em maio, que foi o mês da viagem, estará no final do outono entrando no inverno, com temperaturas amenas durante o dia e frio a noite, e realmente é frio, assim que o sol se põe as temperaturas despencam cerca de 10 graus e vão baixando gradativamente. A noite faz muito frio. A vegetação ainda esta alta mas não esta densa como no verão.

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Vamos para as dicas…

Umas das dicas que quero passar é em relação ao frio, os games, como são chamadas as saídas para observação de animais, são feitos no início e no final do dia, isso porque a atividade nesse período é grande, ao longo do dia com as temperaturas altas os animais ficam mais “escondidos” dificultando a visibilidade. Como os games são feitos em períodos em que não tem sol o frio é muito intenso. Nos games matutinos saíamos do lodge as 6hs  e voltávamos perto das 10hs e nos games vespertinos saíamos as 15:30hs e voltávamos as 19hs. Enquanto tem sol é tranquilo e bem agradável, mas assim que o sol se põe fica realmente frio. No game matutino tínhamos a disposição cobertores individuais e recebíamos uma bolsa de água quente, a temperatura estava em torno de 6°C, lembrando que fomos no outono, se for no inverno certamente será bem abaixo disso, nos games vespertinos também tínhamos os cobertores para nos proteger dos 10°C que faziam quando anoitecia. É essencial usar camadas de roupas, um casaco bem grosso ajuda nessa hora, além de luvas e toucas.

 

A outra dica é uma consequência do frio, o ressecamento da pele. Além da exposição há variação brusca de temperatura o clima é muito seco o que destrói a pele. Por isso levar muuuuito hidratante é essencial, nesse ponto fui muito inocente em pensar que não precisaríamos de muito e levei pouco pois tenho a pele oleosa, o pouco que tinha acabou logo e sofremos um bocado. Além do frio o corpo fica exposto a muita poeira, pois os jipes que fazem os games são abertos e toda a poeira vem na gente. A mistura poeira, clima seco e baixas temperaturas deixam a pele um caos, por isso precisamos de muito hidratante para não danificar a pele.

Outra dica é sobre o clima seco e a poeira, eles irritam muito os olhos e as vias respiratórias, por isso além do hidratante é preciso levar colírio para lubrificar os olhos e se possível nebulizadores para as vias respiratórias. Outro equívoco meu foi levar pouco colírio, uso lentes de contato e já no segundo dia não foi possível ficar com elas, meus olhos ficaram muuuito irritados e não pude mais usar, o colírio que levei terminou cedo e fiquei com olhos vermelhos até o fim da viagem. Claro que quando chegamos em Johannesbug comprei mais colírio mas o tempo que fiquei no parque fazendo safári foi bem incomodo.

Com a quantidade de poeira que vem na gente minha próxima dica é em relação a roupas, escolha jaquetas que não retém poeira, tecidos plastificados que possam ser batidos e estão limpos (aqueles impermeáveis), nada de algodão ou lã como última camada, a menos que leve uma peça para cada dia, realmente suja muito, lenços para o rosto e cabelo também ajudam a proteger da poeira. Nos pés uma boa bota ajuda a proteger do frio e evitar a poeira.

A outra dica é sobre precisar comprar coisas, leve tudo que possa precisar pois não tem lugar  próximo para comprar. As reservas são muito afastadas e  se precisar de alguma coisa vai passar perrengue. Nesse sentido não tivemos problemas, antes da viagem passamos em uma farmácia e compramos tudo que era possível, até coisas para problemas que nunca tivemos, porque vai que né.

A região que escolhemos para fazer safári é uma região livre de malária, mas se for viajar para a região do Kruger por exemplo precisa levar muito repelente. Outra questão importante é que no período de inverno não tem mosquitos o que diminui os riscos. Tenho que dizer que levamos repelente e em nenhum dia usamos porque não tinha mosquitos. Além do repelente precisa levar protetor solar pois a maioria dos jipes não tem proteção, são abertos e o sol de lá castiga.

A Africa do Sul teve sua colonização inglesa, por isso dirigir la pode ser um desafio pois é mão inglesa. Sugiro que em caso de aluguel de carros o faça com cambio manual. Tenho que confessar que estava ansiosa com essa questão, mas foi super tranquilo, não tivemos dificuldades, as estradas que rodamos são muito boas, superiores as que rodamos aqui no Brasil, muito bem sinalizadas e o asfalto não tem remendos ou buracos, é um tapete. Uma diferença é o volume de pedágios, tem muitos, que variam de 20 ZAR a 75 ZAR.

Falando em Zar, ele é a moeda local, que vale em torno de R$3,28, mas não se engane com essa valorização do real, os preços de lá são altos, qualquer coisa custa em torno de 100 ZAR, quando falo qualquer coisa são as coisas simples e básicas, por exemplo, um adaptador custava 300,00 Zar, quase R$100,00, se for fazer passeios o custo é alto. Antes de ir li o relato de uma brasileira que descreveu os valores altos e até absurdos das coisas e em contra partida vi várias pessoas falando que as coisas eram baratas, mas o que constatamos foi que qualquer coisa que queríamos comer ou fazer dava uns R$100 cada. Claro isso varia, talvez as regiões que nós fomos sejam mais caras, mas fica o alerta, não se engane achando que é tudo muito barato.

Levamos carregador universal que era para ser útil la mas a grande maioria dos lugares não foi, as tomadas são de três pinos grossos, sugiro comprar em algum supermercado, vai ser mais barato.

Com relação ao câmbio, fizemos no aeroporto mesmo, nas esteiras para pegar as bagagens já tem agências, não sabíamos se do lado de fora teria então trocamos ali mesmo, mas na saída tem e os valores são melhores, uma diferença de centavos mas que compensa.

Na África do Sul assim como em outros países é possível receber de volta 15% do valor pago em compras de produtos que vão ser levados do país, e a chamada VAT (Value Added Tax), ao fazer uma compra de algum produto, roupas por exemplo, esse produto tem o acréscimo de imposto e ao deixar o pais é possível receber de volta o valor desse imposto, para isso basta pegar a nota fiscal de compra e no aeroporto solicitar a devolução. A devolução é válida somente para bens e produtos de uso pessoal, ou seja, passeios, hotéis, alimentação não entram na devolução. No aeroporto antes de entrar na área de embarque é preciso carimbar as notas e depois na aérea de embarque solicitar a devolução. Porem é preciso carimbar as notas antes de despachar as malas porque em alguns casos eles pedem para mostrar os produtos. Para saber mais sobre as regras da VAT acesse o link a seguir VAT. Há, não adianta ir direto a área de devolução sem antes carimbar as notas, eles não aceitam notas não carimbadas.

Acho que já falei demais nesse post e vou deixar roteiros e dicas especificas de cada lugar para outros posts.

Espero que tenham gostado e fiquem ligados no próximo post pois vou falar mais detalhado sobre aluguel de carro, hospedagem, alimentação e passeios.

Beijos♥

 

 

 

 

 

 

Viagem: Mergulho em Cozumel parte 2

Oi

Antes de falar dos mergulhos especificamente vou falar um pouco de Cozumel.

Cozumel é uma ilha de aproximadamente 48 quilômetros de extensão, a maior ilha caribenha do México com diversos atrativos, ela fica na entrada do Arrecife Mesoamericano o que atrai milhares de espécies de peixes tropicais e mamíferos marinhos, por isso é um ótimo destino para a prática de mergulhos. Entre as atividades aquáticas oferecidas no local, estão a prática de mergulho livre (com snorkel) e autônomo, kite surfe, parasail e pesca.

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A ilha porem não é famosa somente por isso, possui praias paradisíacas de areia branquinha e mar azul, tivemos o privilégio de conhecer a praia de El Cielo que é a famosa praia cheia de estrelas do mar e é um dos locais de mergulho,  água cristalina e areia de leite ninho, perfeita para relaxar.

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Praia El Cielo em Cozumel ( Foto: reprodução da internet)
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Praia El Cielo em Cozumel ( Foto: reprodução da internet )

Outros atrativos da ilha são os parques, como por exemplo o Dolphin Discovery, no Parque Nacional de Chankanaab, que conta com uma infraestrutura gigantesca e é cheio de atividades, dentre elas nadar com os golfinhos e outros mamíferos marinhos. Ou ainda o Faro Celerain, uma reserva ecológica na qual é possível conhecer a flora e fauna da ilha, como o santuário das tartarugas marinhas.

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Reserva ecológica Faro Celerain (Foto: Reprodução blog Dicas das Américas)
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Dolphin Discovery Cozumel (Foto: reprodução da internet)

Para os que não gostam ou não querem mergulhar, além das praias Cozumel tem passeios, como nas ruínas maias em San Gervasio que contém o mais importante sítio arqueológico em meio a mata nativa, e a cidade histórica de El Cedral.

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Sitio arqueológico San Gervasio (Foto: Reprodução blog Dicas das Americas)

Além disso Cozumel tem uma infinidade de restaurantes e uma vida noturna agitada, suas ruas são um charme a parte…

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Voltando a falar dos mergulhos…

Como disse no início desse post, por estar na entrada do Arrecife Mesoamericano Cozumel é perfeito para apreciar a fauna e flora marinha, seus mergulhos são cheios de vida e encantam quem faz.

Por não ter nenhuma experiência com mergulho em cilindro optamos em fazer mergulhos de snorkel, e eu super recomendo porque foi uma experiência incrível, mesmo para os que não sabem nadar podem fazer os mergulhos tranquilos pois a agência oferece todo equipamento de segurança, coletes e boias. Os pontos de mergulho foram, El Cielo, Columbia e Palancar.

El Cielo foi a primeira parada, o lugar é mágico, tem esse nome por ter a água muito azul  e pelo numero gigantesco de estrelas do mar, como o céu, a altitude desse ponto é em media 2,5mts. Além das estrelas que são a grande atração ainda tem arraias e peixes. Sabe a foto da tamb desse post? É desse lugar!

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El Cielo ( Foto: reprodução da internet)
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El Cielo ( Foto: reprodução da internet)

Depois do mergulho fomos mais próximo da costa para uma pausa na praia, nessa hora as bebidas foram liberadas e ficamos aproveitando o lugar incrível que é.

O segundo ponto de mergulho foi Columbia, que tem uma altitude média de 24mts, outra vantagem de mergulhar em Cozumel é a visibilidade da água, mesmo estando em grandes profundidades é possível ver nitidamente o fundo do mar. O segundo mergulho foi muito diferente do primeiro, Columbia é uma floresta debaixo d’água, é repleta de corais, paredões gigantes emergem do solo oceânico, cheios de vida, é muito encantador, e tem uma infinidade de peixes de várias espécies, várias cores, que chegam muito perto, até esbarram na gente, se você tiver sorte verá ainda as gigantes tartarugas que saem do meio dos corais além das arraias que passam pertinho na maior tranquilidade.

Sem duvida foi o mergulho mais sensacional que fiz na vida, não que tenha feito muitos, mas esse foi incrível!!

O terceiro mergulho era em Palancar, porém os guias disseram que a água não estava com boa visibilidade já que é bem mais fundo e acharam que não seria interessante fazer com snorkel, por isso ao invés de mergulhar nos levaram para matar o tempo na praia. Mas Palancar conta com as famosas cavernas subterrâneas que são uma atração imperdível para aficionados por mergulho.

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Columbia (Foto: reprodução da internet)
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Vida marinha em Cozumel (Foto: reprodução da internet)
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Vida marinha em Cozumel (Foto: reprodução da internet)

Para quem gosta se sombra, água fresca e natureza pode colocar Cozumel no roteiro de viagem porque vale a pena conhecer esse paraíso caribenho..

Espero que tenham gostado.

Bjs e até o próximo ♥

Viagem: Playa del Carmen

Oi

Conforme descrito no post anterior, se não viu ainda segue o link, fomos até lá sem pretensão nenhuma e nos surpreendemos muito. Começando pela própria praia Del Carmen que é surreal de linda.

Antes de falar sobre os mergulhos quero falar um pouco dessa praia.

Quando pesquisamos sobre Cancun tudo que víamos é um mar super azul e com águas calmas e cristalinas, mas diferentemente do que se vê, não é em todos os lugares que o mar é um piscinão azul. Alias isso acontece principalmente na costa a baixo de Cancún, ou seja a costa onde Playa del Carmen está localizada, nos demais lugares o mar é sim azul mas muito agitado e com ondas. O mar na zona hoteleira é agitado, as regiões mais calmas são as voltadas para o norte, o que acontece é que, os resorts  constroem uma barreira artificial que cria uma praia particular, azul, calma e cristalina. Porém se você não estiver hospedado nesses resorts você não pode usufruir, dessa tranquilidade. Alias são poucas as entradas  publicas para as praias, essas normalmente estão em locais de mar agitado.

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Hard Rock Riviera Maia (Foto: reprodução da internet)
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Praia criada no Hard Rock Riviera Maya (Foto: reprodução da internet)

Já na ponta de baixo onde fica a Playa del Carmen o mar vai acalmando e ficando perfeito, por isso é uma ótima opção para quem vai com crianças ou simplesmente quer relaxar em um mar tranquilo e de entrada publica.

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Playa del Carmen (Foto: reprodução da internet)
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Playa del Carmen (Foto: reprodução da internet)

Para quem quiser entender melhor Cancun eu indico o post Para entender Cancún, Playa del Carmen e Riviera Maia do blog Viaje na viagem, fala da geografia do lugar e é uma boa pedida antes de decidir onde vai se hospedar.

Quando fomos até la, eu não tinha baixado o mapa offline de Carmen, somente de Cancun, mas foi muito tranquilo para chegar pois é bem sinalizado. Somente ficamos um pouco perdidos porque quando estávamos chegando a rua estava fechada e tivemos que pegar um desvio, mas pedi informação a um policial e ficou tudo bem.

Estacionamos o carro na 10 Avenida Sur, que é a rua paralela a praia, estacionamos em frente ao Shopping Passeo del Carmen que da de frente para o terminal onde pegamos os ferrys para Cozumel, aqui esta o link com a Localização exata do estacionamento que é muito bom. Mas tudo isso foi muito por acaso, a gente deu muita sorte.

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Shopping Passeo del Carmen (Foto: Reprodução da internet)

O shopping Passeo del Carmen conta com várias lojas bacanas e conhecidas e tem uma área bem legal para tomar um café e passear. Alias Playa del Carmen além de ser paradisíaca é muito charmosa, cheia de lojinhas e restaurantes que valem muito a pena conhecer e passar o dia.

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Há mas noite também é agitada por la, tem uma ótima gastronomia e bares com musicas ao vivo. Eu certamente voltaria e me hospedaria em Playa del Carmen por sua beleza incrível e tranquilidade.

No próximo post falarei sobre as experiencias em Palancar, Columbia e Cielo.

Bjs e até o próximo.

 

 

 

Viagem: Mergulho em Cozumel parte 1

Oi

Quem leu meu post com a programação da viagem para Cancun deve ter percebido que Cozumel não estava nos planos, e não estava mesmo, mas aconteceu tão natural e foi um dos passeios mais incríveis que fizemos.

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Punta Sur (Foto: Reprodução da internet)

Como descrevi no outro post nós alugamos um carro para os dois primeiros dias em que estaríamos livres para fazer passeios. E foi a melhor coisa que fizemos, chegamos em Cancún exaustos, a viagem é muito longa, a escala em Bogotá foi muito cansativa, no aeroporto pegamos o carro e fomos direto para o hotel. Se tivéssemos comprado algum passeio ou se dependêssemos de agência teríamos que cumprir horário, acordar cedo e não teríamos ânimo para sair, assim com o carro podíamos fazer nosso próprio horário.

No primeiro dia dormimos até um pouco mais tarde, pois estávamos muito cansados, acordamos e fomos trocar dinheiro, nem chegamos a trocar no aeroporto pois chegamos tarde e fomos direto para o hotel.

Uma dica incluível para quem não tem ou não comprou chip internacional. Foi muito útil, no aeroporto com todo tempo livre que tínhamos baixei o mapa off line de Cancún, com isso foi possível navegar em todos os lugares que a gente quis sem precisar de internet. Essa dica vale ouro! É possível ainda baixar um trecho completo, isso eu descobri depois, mas não fez falta, por exemplo de uma cidade a outra, você escolhe o trecho que precisa navegar e salva off line. Esse recurso é do Google Maps, não sei se é compatível para todos os celulares, acredito que sim né. Link com o passo a passo: Salvar mapas offline

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Voltando…

Como tínhamos o dia livre, e carro, decidimos conhecer a Playa del Carmen, o caminho até la é muito tranquilo, rodovias muito bem pavimentadas e sinalizadas. Playa del Carmen fica a 70km de Cancún e é porta de entrada para Cozumel. Sem pretexto nenhum rodamos até la e assim que chegamos ficamos boquiabertos com a beleza do lugar. Vale muito a pena ir até la, mar azul, água quente, um verdadeiro paraíso caribenho.

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Playa del Carmen (Foto: reprodução da internet)

Assim como todo lugar turístico o que não falta são vendedores oferecendo passeios, o que é até chato porque toda hora a gente é abordado, mas um vendedor nos abordou e começou a oferecer um mergulho em Cozumel. A gente tinha pesquisado sobre, e os valores não eram agradáveis, mas depois de muita conversa e muita negociação conseguimos baixar muuuito e fechamos um passeio nos principais pontos de mergulho Palancar, Columbia e Cielo.

Cozumel é uma ilha que fica a meia hora de Playa del Carmen, a travessia é feita de Ferry Boat. Devido um furacão que teve a um tempo atrás a parte da ilha que fica de frente para Playa del Carmen não tem areia, os principais pontos de mergulho ficam nessa área, no mapa é possível ver onde tem arrecifes e onde ficam os pontos de Palancar e Columbia. São diversos pontos, tanto para snorkel como para mergulho com cilindro.

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Nosso passeio era para mergulho de snorkel, já que não temos nenhuma experiência com cilindro. No valor do passeio estava incluído o snorkel, mas nós levamos os nossos, e é isso que recomendo, os snorkels oferecidos pelas empresas não são descartáveis, e nem são higienizados adequadamente, eles só passam uma água, ou melhor, colocam em um balde com água. Nojento né, mas para os que não querem usar esses podem comprar novinhos.

Depois de fechar o passeio pegamos o ferry e fomos para Cozumel, são 3 as opções de empresas que fazem a travessia, nós viajamos com a Ultramar que era a mais barata, porém ela tem poucos horários durante o dia, mas as demais tem mais opções de horários. São as companhias, Ultramar, Mexico Water Jets e Barcos Caribe. O horário de funcionamento é das 7 as 23hs. As saídas acontecem de hora em hora, em alguns horários a cada meia hora.

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Pier em Playa del Carmen (Foto: reprodução da internet)

O passeio dura em torno de 30 min, no ferry vendem água, refrigerantes e salgadinhos, tem ar condicionado e wiffi. A vista da água super azul é incrível, o passeio é muito legal.

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Ferry Boalt da empresa Ultramar (Foto: reprodução da internet)

Na chegada em Cozumel nem tivemos tempo de olhar nada, nosso passeio saia em seguida, as agências que vendem passeios ficam dentro do terminal, para os que compram passeio em Playa del Carmen é só se dirigir até a agência e se apresentar, eles dão um “vale passeio”. É na agencia também que você deve pagar a taxa de preservação que é de U$ 3,00 por pessoa, pode pagar em dólar eu peso.

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Terminal de Cozumel (Foto: reprodução da internet)
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Agências dentro do terminal de Cozumel (Foto: reprodução da internet)

O passeio é bem divertido, acontece em um barco com fundo de vidro, não se enganem, não é um “fundo de vidro” é mais uma “caixa” com um vidro, portanto não se iluda com isso. Mas o passeio em si é legal, os guias foram bem divertidos, fazendo brincadeiras e explicando um pouco sobre cada lugar. Nos barcos tem água, refrigerante e cerveja liberados.

Vou deixar para falar sobre cada lugar de mergulho em outro post se não esse vai ficar muito gigante.

Espero que tenham gostado até aqui, beijos e até o próximo.

 

 

 

 

Viagem para SP

O post de hoje é sobre minha primeira viagem para SP, o que fizemos, onde fomos, o que mais gostei e o que não gostei da cidade. Infelizmente sem muitas fotos, porque fico fazendo insta histories e esqueço de tirar, hehehe, aproveita e me segue no instagran para conferir tudo.

A viagem foi no feriado de 15 de junho, aproveitamos esses dois dias a mais para um passeio, saímos de Curitiba na quinta-feira de manhã e as 11hs estávamos no aeroporto de Congonhas, até então, tudo que eu conhecia de SP era a vista do aeroporto, não posso sair dizendo que agora conheço São Paulo, mas tenho uma pequena noção.

Almoçamos e decidimos dar uma caminhada, fomos até o Shopping Paulista que ficava bem perto de onde estávamos. Foi muito bom, aproveitamos que a Av. Paulista estava fechada para dar uma caminhada nela e conhecer um pouco, desde a famosa pintura do Oscar Niemeyer, o museu da Imigração, a Casa das Rosas, todos vistos de fora porque as filas para entrar estavam imensas. Depois demos aquela voltinha de algumas horas no shopping. A noite voltamos para casa, pedimos pizza e cama porque a sexta seria cheia.

Na sexta acordamos cedinho e fomos as compras, gente que maravilha é comprar em SP, se eu morasse la não sobraria nada do meu salário, como bons turistas fomos primeiro na Rua José Paulino, e meu Deus que loucura é aquela? Sério, muita coisa, muita opção e muita, muita gente. Fui com uma listinha do que queria comprar mas as opções eram tantas que fiquei até tonta e acabei não comprando tudo que queria, sabe quando você tem muitas opções e não sabe o que escolher e acaba não escolhendo nada? Pois é, hehehe. Depois de la uma passadinha rápida na Rua 25 de março, e nessa eu fiquei realmente impressionada com a quantidade de gente e a diversidade de coisas. Há, estou falando do shopping da 25 porque na rua mesmo não deu tempo de irmos. Na sexta a noite eu não tinha forças para fazer nada, estava exausta, muita informação, muita gente, não estou acostumada a isso, foi chegar em casa, tomar banho, comer e cama.

No sábado o dia também começou cedinho, mas foi mais leve, foi dia de passeio no Zoológico, quem me conhece sabe o amor que tenho pela natureza e pelos animais, esses passeios me deixam imensamente feliz, foi um dia para relaxar em família. No caminho até o zoológico foi possível ver um pouco mais da cidade, o Mercado Municipal, o Parque do Ibirapuera, Museu do Ipiranga, um colírio para os olhos curiosos de uma capiau hehehe. No zoo foi o dia que mais andamos, foram 17826 passos segundo meu contador de passos, mas valeu a pena cada um deles, a variedade de animais é gigantesca, são mais de 3.200 animais, entre aves, répteis, mamíferos, anfíbios e invertebrados. O Zoo mantém animais raros como os orangotangos, o gavial da Malásia, os rinocerontes-brancos, o tigre branco ♥, a ararinha-azul-de-lear, dentre outras espécies. É gigantesco, mas com ótima infra estrutura, alimentação, banheiros, e carrinhos para aqueles que não querem ou não podem andar pelo zoo.

A noite foi vez de fazer um programa a dois, noturno, escolhemos uma peça do humorista Thiago Ventura no Teatro Frei Caneca, a peça começou as 00:00 e foi muuuuito divertida, rimos muito, foi o final perfeito para a viagem.

O que achei de São Paulo? Sai de SP com duas visões, uma, de uma cidade que não para, que é movimentada, cheia de opções para todos os gostos e bolsos, cosmopolita, me encantei com o tamanho de tudo, com a variedade que tem de tudo, se vai em uma livraria é gigante, o restaurante tem zilhões de opções, as lojas cheias de gente, enfim, explica o porque de ser a maior cidade do Brasil, hehehe. E a outra, foi mais uma decepção com as condições da cidade, (até por ser tudo muito), a quantidade de lixo, de pichações, de sujeira, enfim, esse lado muito urbano faz com que eu não quisesse morar lá, até porque estou acostumada com essas cidades de aspectos rurais. Mas certamente voltarei e espero que seja em breve.

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Santiago, Viña del Mar, Valparaiso

No texto “Sobre Mim” eu destaco meu amor pela natureza e tudo que envolve. Cresci assistindo Globo Repórter e vendo a Gloria Maria conhecer o mundo, sentindo uma pontinha de inveja, mas ao mesmo tempo maravilhada em ver as belezas que nos envolvem. Desde então encasquetei que quero conhecer três lugares do mundo  antes de partir dessa vida.

Claro que não só três, mas esses eu preciso conhecer, são eles: um deserto, uma geleira e a Africa. Os três extremos do planeta.

E Graças a Deus eu consegui conhecer um deles, a viagem não é recente mas é com ela que eu retomo meu Blog.

Sem mais delongas vamos ao post. Há, antes quero pedir desculpas pois perdi as fotos da viagem, restaram somente as que foram feitas pelo celular.

Tenho tanto para contar sobre essa viagem, mas não quero que esse post fique muito longo, por isso vou dividir a viagem em etapas. A primeira vou falar de Santiago primeira parada.

Santiago, que lugar lindo!! um lugar onde tudo é lindo ( pelo menos os lugares que passei), as pessoas são receptivas, e tem muito, muito brasileiro, a gente se sente em casa. O primeiro dia em Santiago foi somente para dormir e no dia seguinte parti para Calama e depois para São Pedro do Atacama. Nesse dia não conheci nada da cidade além do que a vista do hotel e do carro alcançavam, mas já foi suficiente para me encantar. O vôo até la é por si só encantador, passar pela cordilheira é lindo, um visual de tirar o fôlego, minha vontade era abrir a janela do avião para ver mais de perto, hehehe.

Depois de ficar uma semana no deserto retornei a Santiago e aí sim pude conhecer a cidade. Fiquei hospedada no Parque Arauco, fica a uns 25 min do centro, um local arborizado próximo ao Shopping Parque Arauco, confesso que pirei quando cheguei la, todas as lojas sonho de consumo no mesmo lugar em um shopping aberto, nossa passei um bom tempo batendo perna la, afinal ninguém é de ferro hehehe.

Meu primeiro passeio foi um tour pela cidade, foi perfeito e pude conhecer muita coisa, o tour foi guiado pela empresa Turistour, que me acompanhou durante toda a viagem, fazendo os passeios e prestando serviço de transfer.

 

No city tour foi possível passar pelos principais pontos turísticos da cidade e conhecer um pouco da história de Santiago. O que pude perceber que é uma cidade muito bem cuidada, sem lixo na rua, com os prédios históricos bem cuidados, sem pichações, com ruas largas, grama bem cortada e parques gigantes muito bem cuidados. Um lugar que da vontade de pegar uma bicicleta e sair andando.

 

Passamos pelo Palácio de La Moneda

Esse prédio que não lembro o nome, tirando a Catedral foi umas das arquiteturas mais lindas que já vi, com vitrais de detalhes em ouro, lindo, lindo, lindo..

Catedral Metropolitana sem dúvida foi o que mais me surpreendeu, pelo tamanho e pela beleza, e tinha uma energia muito positiva, foi bom poder parar e agradecer pela viagem incrível.

Cerro Santa Lucía é um monte situado no centro de Santiago de Chile, com castelinho e um visual da cidade inteira.

 

Como amante da comida não podia deixar de passar no mercado municipal e lá pude experimentar a tão famosa centolla, um caranguejo gigante que vive em águas profundas. Tenho que falar que é uma delicia, valeu a pena provar. O mercado é um passeio muito válido, muita comida e muita, muita coisa boa.

Depois de conhecer Santiago, fiz um passeio para conhecer a Vinícola Concha e Toro, fica a uns 35km de Santiago e o caminho até lá é lindo, eu sou suspeita de falar porque amo montanhas, e no Chile para todos os lados que você olha tem montanhas. Infelizmente fui em uma época que não tinha uva madura, então só foi possível conhecer os parreirais e claro provar o vinho. O passeio pelas parreiras não é longo, eles fazem em pequenos grupos e ao término fazem uma pequena degustação dos vinhos, confesso que gostei mais dessa parte, hehehe.

Não podia deixar de conhecer Viña del Mar e Valparaiso, lugares charmosos, ideais para passeios com a família, e para comer, hehehe.

Em Viña passei no  Museo Fonck onde existe um Moai trazido da Ilha de Páscoa,

 

 E logo depois foi a vez de matar a saudade do mar nas águas geladas do Oceano Pacifico.

 

E não podia deixar de tentar a sorte no Cassino de Viña del Mar, mas estava em uma maré de azar e não levei nada, hehehe. O cassino é lindo…

Ainda em Viña turistei passando no Reloj de Flores, que foi inaugurado em 1962 na Copa do Mundo de futebol quando Viña foi uma das cidades cede.


O local escolhido para o almoço foi o Castillo del Mar, onde você almoça de frente para o oceano e é acompanhado por pelicanos que ficam a espreita.

Valparaíso, é um charme, embora não tenha fotos de lá, passei a tarde passeando pelos pontos turísticos, Villa Victoria, Casa Neruda, Elevador Polanco, Plaza Sotomayor, Praça das Armas porém o guia turístico não deixou descer pois achou que não era seguro.

Abaixo em ordem, Armada de Chille, Villa Victoria e Plaza Sotomayor.

Tentei fazer resumidamente mas deixem nos comentários suas duvidas sobre o local.

Espero que gostem.

Beijinhos

Viagem: Valle de La Luna, Valle de la Muerte

O passeio do Valle de la Luna e Valle de la Muerte, é feito no final do dia pois o último lugar a ser visitado é a Pedra  do Coiote onde pode-se apreciar o por do sol de frente para a cordilheira, e é de tirar o folego. E por se tratar de um passeio sem grandes variações de altitude pode ser feito no primeiro dia, você ainda pode aproveitar a manhã para conhecer São Pedro do Atacama, eu aproveitei a manhã para fazer o tour arqueológico que relatei no outro post.

A saída é por volta das 16:00hs ainda esta calor e o sol castiga um pouco. A primeira parada é no Valle de na Luna, confesso que fiquei muito impressionada e nunca tinha visto nada parecido, é incrivelmente lindo, para chegar no local mais alto e de melhor observação é feito uma caminhada leve, por isso proteção para o sol e muita água são importantes. Uma dica é levar uma garrafa maior, de 1,5l ou mais, e deixar no veículo que leva para o passeio, ai você pode abastecer a sua.

 Embora o lugar seja árido e sem vida a paisagem é muito, muito bonita e não tem nada parecido. Em alguns lugares do deserto não chove a mais de 23 milhões de anos.

Nessa foto acima é possível ver a Duna Grande, é muuito grande, essa duna diferentemente das outras não se movimenta, acreditam que é porque está “sentada” sobre uma rocha, e atrás da duna tem o Anfiteatro, uma formação que lembra um estadio de futebol ou o Coliseu.

 

No pórtico de entrada do Valle tem banheiros e antes de entrar você paga CLP 2.000, eu comprei o passeio já com as entradas, ai não precisou esperar em fila para pagar, um trabalho a menos né.

Depois do Valle de la Luna a próxima parada é nas Três Marias, que é um cenário totalmente diferente, o solo coberto de sal deixa a paisagem branca, o ar ter “gosto” de sal. Ali tem algumas formações rochosas bem curiosas, com formatos engraçados, e o vento é muito forte.

Vídeo das Três Marias

Depois fomos conhecer o Valle de La Muerte que é chamado assim porque quando os incas invadiram o local eles mataram os guerrilheiros e penduraram suas cabeças na entrada do vale para mostrar poder, sinistro né, heheheh. Mas é muito bonito.

Ali atrás a parte mais cinza é a unica duna que esta liberada para a pratica de snowboard, e também olha o Lincancabur majestoso ao fundo. O passeio também pode ser feito de baixo pra cima, ou seja de dentro do canyon pra fora, eu só fiz o passeio de cima, não desci o canyon porque faltou tempo.

Vídeo do visual de cima.

 

E para terminar esse passeio fantástico a última parada foi na cordilheira para apreciar o por do sol e agradecer a Deus pela oportunidade de conhecer um lugar tão fantástico. Há, ali tem a Pedra do Coiote que se você tiver paciência pode esperar na fila para tirar uma bela foto, eu não tinha ninguém comigo que pudesse registrar o momento, mas tem alguns fotógrafos que ficam ali e cobram para fazer a foto, preferi explorar o lugar que é lindo.

Vale muito a pena conhecer, o deserto todo é lindo e vai com certeza superar todas as expectativas. Há, para esse passeio é indicado ir com roupas leves, mas ao mesmo tempo que te protejam do sol e do vendo, ao cair a noite a temperatura baixa muito e você estará em uma região alta e com muito vento, então deixe casacos pesados no carro ou ônibus porque vai precisar.

Fiz o passeio pela empresa Turistour, o passeio custa CLP 10.000,00, começa por volta das 16hs e termina por volta das 21:00hs.

Viagem: Lagunas Altiplânicas e Salar do Atacama

Uma coisa é certo, se você for pro Atacama tenha consigo uma boa memoria na sua câmera porque vai precisar, cada dia e cada passeio serão milhares de fotos, os lugares são de uma beleza indescritível e você vai querer registrar tudo.

Meu terceiro passeio foi para conhecer o Salar do Atacama e as Lagunas Altiplanicas. Se prepare porque vem ai um bombardeio de fotos…

Laguna Miscanti

A saída para o passeio é cedinho, quando os passeio começam cedo o ideal é estar usando camadas de roupas para ir tirando ao longo do dia, a manhã é gelada mas assim que o sol sai a temperatura muda. Usei uma bota de couro confortável em todos os passeios, nas fotos da pra ver o estado que ela esta, heheh, e usava short e meia calça, fácil de tirar e colocar.

O passeio até as lagunas é por si só encantador, a paisagem contrasta entre o azul do céu, o avermelhado da terra e o amarelo da vegetação, essa vegetação parece um capim fofinho e confortável, da vontade de deitar, mas é mais um espinho duro e de confortável não tem nada.

Durante o caminho passamos por uma fox que estava atravessando a rua e seguiu seu caminho sem se importar com nossa presença.

Esse passeio foi o primeiro com variação de altitude, as lagunas ficam a mais de 4mil metros de altitude, para não sofrer nenhum desconforto tomei um chá de coca e levei algumas folhas para mascar caso sentisse alguma coisa, e em nenhum dia senti absolutamente nada.

Ao chegar no topo da montanha a surpresa, tão lindo que fiquei sem palavras. A primeira e maior é a Laguna Miscanti que tem uma extensão de 15km2 é abastecida pelas chuvas e pelo degelo, no inverno fica completamente congelada.

Parada para pagar a entrada (eu já comprei a entrada no pacote então só parei para fotografar mesmo).

Enfim seguimos e descemos para se encantar com a beleza do lugar… Peço desculpas pelo vídeo amador..

Laguna Miscanti

Infelizmente ou felizmente não se pode chegar perto da Laguna, é permitido andar somente dentro da trilha de pedras, isso para preservar o lugar.

Que tal morar nessa casinha? ninguém mora nela, ela apenas é usada pela guarda do local, também tem banheiros para os turistas usarem.

Logo adiante esta a Laguna Minioues, um cartão postal, uma pintura, um papel de parede do windows, não sei como descrever, só posso dizer que é a mais linda que já vi na vida.

Laguna Minioues

A lagoa é o berço de reprodução de la Tagua Cornuda, uma ave que constrói seus ninhos em plantas aquáticas, põe de 2 a 5 ovos.

Depois do passeio o grupo se reuniu para um almoço no povoado Socaire que se destaca pela culinária tradicional. Foi ótimo recarregar as energias. O passeio foi no dia 24 véspera de Natal, foi um momento de confraternizar com o grupo.

Nesse dia o passeio passou pelo Salar to Atacama, onde fica a Laguna Chaxa que em período de acasalamento esta repleta de Flamingos, infelizmente não era período de acasalamento, mas tinha alguns.

O Local contrasta o branco do sal, com o rosa das pedras e o azul da água e do céu, é lindo. O cheiro de sal no ar é algo totalmente diferente.

Há, aqui o sol castiga então proteção é muito importante. Óculos de sol, chapéu, protetor solar, e eu usava esse cachecol sobre os ombros para não queimar.

Salar do Atacama

O passeio é longo e termina por volta das 16hs, antes de regressar passamos pelo povoado de Tocanao onde é possível comprar artesanato, la tem uma senhora que cria lhamas, pedi licença e fui me desculpar por ter comido as amigas delas, hehehe.

Esse passeio foi o mais caro, custou CLP 45.000,00 em torno de R$216 com o almoço incluso, realizei pela empresa Turistuor com quem fiz todos os passeios e o translado.