Praia do Francês, Barra de São Miguel ou Gunga?

Continuando as dicas de Alagoas vou falar sobre as três praias mais conhecidas do litoral sul de Alagoas, Praia do Francês, Barra de São Miguel e Gunga. Como disse anteriormente o litoral sul de Alagoas não tem o mar caribenho que o litoral norte tem, as águas são mais agitadas, mais escuras, não são impactantes como as do litoral norte. 

A praia do Francês fica a apenas 25km de Maceió, e as outras praias estão coladas nela. Elas são perfeitas para fazer bate volta já que Maceió tem muito mais estrutura e opções de hospedagem do que nas praias, e como é pertinho vale a pena tirar o dia para passear e conhecer as praias. 

Praia do Francês (Foto: Reprodução do site guia.melhoresdestinos.com)

A Praia do Francês tem uma parte protegida por uma gigantesca barreira de recifes que com a maré baixa formam uma piscina natural, perfeita para banhistas, mas sem muita vida marinha para observação, e outra parte com mar aberto e ondas que fazem a alegria dos surfistas. A água não é quente e clara como as praias do litoral norte já descritas em outros posts do blog. A praia é bem agitada, principalmente nos finais de semana, sua orla é cheia de restaurantes, já na areia o turista disputa lugar com os vendedores ambulantes e agências oferecendo passeios. Para quem gosta de agito vai gostar. 

Praia do Francês (Foto: Reprodução do site viagemeturismo.abril.com.br)

As ruas são um charme, cheias de lojinhas e com muitos restaurantes. Almoçamos no restaurante Permegianno Jatiúca, uma delicia de lugar, ele não fica na orla, fica na Rua Carapeba, nela ficam vários outros restaurantes bons. A praia conta com várias pousadas, é bem estruturada. Uma atividade comum na praia é o passeio de barco.

Coladinha da praia do Francês a 13km está Barra de São Miguel, uma charmosa praia muito parecida com Francês, a maré baixa forma uma piscina e quando a maré sobe as fortes ondas fazem dela um ótimo lugar para a prática de surf, porém sua faixa de areia é pequena e fica cheia de cadeiras e guarda-sóis, principalmente nos finais de semana, para aproveitar a praia tem que chegar cedo para garantir um bom lugar. Ela tem várias pousadas a beira mar para quem não quer fazer bate e volta.

A praia é ponto de partida para visitar a Praia do Gunga que fica coladinha nela, separadas pela lagoa do Roteiro (um belo lugar para fazer um passeio de lancha). O passeio de barco para o Gunga vale a pena pois você vê as praias de outro ângulo, mas é possível visitar o Gunga de carro.

Mirante da Praia do Gunga (Foto: reprodução site maceioalagoas.com)

A Praia do Gunga foi a minha preferida das três, passamos o dia todo nela e foi muito divertido. Antes de descer até a praia visitamos o mirante que tem uma vista espetacular, o contraste de cores dos coqueirais e do mar é lindo. Do mirante a gente tem uma visão bem ampla da praia e dos entornos.

Infelizmente a areia é cheia de cadeiras e guarda-sóis, vendedores ambulantes, agências vendendo passeios, mas essa praia é conhecida pela infinidade de atividades radicais. Uma delas e a que considero imperdível (que nem é radical, hehehe) é o passeio de quadriciclo ou buggy pelas falésias. O contraste das cores é impressionante. Aliás essa é uma qualidade da praia que é melhor vista de cima. 

Além do passeio nas falésias na praia ainda tem,Flyboard, paraglider, ultraleve, paramotor, Flyboat (sim, é um barco que voa) além de passeios de jet ski, jangadas, lancha e banana boat.

Na foto banana boat, flyboard e flyboat

É uma praia diversificada, perfeita para se divertir. Passamos o dia no restaurante Kokal que conta com uma estrutura completa de praia, um bom atendimento e comidinhas gostosas.  Há quase esqueci de mencionar que como a praia fica em uma fazenda particular é cobrado R$20,00 para estacionar, caso opte em ir de carro. O mirante também tem um custo de R$3,00 por pessoa.

Você deve ter percebido que nesse post usei muitas fotos de outros sites (agradeço a todos eles), isso porque nos dois primeiros dias que fomos estava nublado e as fotos não ficaram boas e no terceiro dia eu esqueci de fazer :(, estava tão animada para curtir a praia e as belezas que tem nela que lembrei quando o sol já estava baixando ai já era tarde.

Espero que tenha gostado das dicas. Beijos e até o próximo 

Dicas para aproveitar o melhor de São Miguel dos Milagres

No post passado escrevi sobre as melhores praias do litoral norte de Alagoas, se você não leu clique aqui, e nesse post vou destacar o que há de bom e ruim nas praias da Rota Ecológica de São Miguel dos Milagres. A rota dos Milagres contempla as praias de Barra do Camaragipe, Praia do Merceneiro, Praia do Riacho, São Miguel dos Milagres, Praia do Toque, Porto da Rua, Tatuamunha, Praia da Lage e Praia do Patacho.

Indico que seja alugado um carro  para ter mais tranquilidade e poder visitar as praias que quiser, e foi exatamente o que fizemos, saímos de Maragogi e “descemos” em direção a Maceió, fomos pela orla para poder ir parando e conhecer todas as praias. Em Japaratinga pegamos uma balsa para atravessar o rio Manguaba, que separa a cidade de Porto das Pedras, a travessia é bem rápida, o rio não é tão grande assim, mas facilita muito, se desviasse pela estrada perderíamos mais de meia hora. O custo é de R$20,00 por carro.

A primeira praia em Porto das Pedras é a Praia do Patacho, uma praia muito linda, como é de característica da região com a maré baixa se formam piscinas naturais nos recifes, o que é bom para mergulho, mas tenho que dizer que o mergulho lá foi uma decepção, não tinham peixes e os recifes não tinham corais, sem falar que o fundo do mar em várias partes era um lodo, bem estranho de pisar. Mas fora isso a praia até que é interessante, ela é meio deserta, tem algumas pousadas na orla mas não tem barraquinhas e vendedores, eu particularmente prefiro assim, mas como fomos passar o dia ficamos sem estrutura.

Depois colado em Patacho está a Praia da Lage, com a mesma característica do Patacho mas com os recifes menores. O que me decepcionou nas praias da Rota dos Milagres foi a quantidade de lixo que tem nelas, é bem triste, a areia e as margens estão sempre cheias de lixo, a maré sobe e traz muita sujeira, acredito que seja porque tem muitos rios na região que desaguam no mar. A Praia da Lage tem uns barzinhos, cadeiras e guarda sol para alugar e uns vendedores ambulantes na praia.

Em seguida vem Tauamunha, o legal desse lugar é que nele fica a Associação Peixe Boi, uma instituição voltada a preservação da espécie e conscientização dos turistas e moradores. A associação oferece passeios diários de barco para avistamento do animal, no passeio o guia da informações sobre a fauna e a flora da região. O passeio custa R$50,00 por pessoa e tem um limite diário de 70 turistas para não haver prejuízos para os animais. Durante o passeio ninguém pode interagir com os animais, e eles aparecem se quiserem, ou seja o passeio não te da garantias de ver o animal eu seu habitat (mas eles quase sempre aparecem, gostam de se exibir, rsrsrsrs), porém ao final do passeio os visitantes são levados até os locais onde os animais estão aguardando para serem devolvidos a natureza, lá é possível ver os grandalhões. É um passeio bem educativo e que vale a pena fazer, a associação fica na rua principal, é bem fácil encontrar. Segue o site deles para tirar as dúvidas e conhecer o projeto. www.associacaopeixeboi.com.br

A próxima praia é a Porto da Rua, é uma praia de pescadores, com uma estrutura moderada, tem bares e restaurantes na orla, as praias são muito parecidas, se ir andando não da para saber aonde termina uma o começa a outra, a não ser pelo movimento que cai consideravelmente em algumas. Porto da rua tem areia dourada e batida e águas claras.

A seguir vem a Praia do Toque, a minha preferida da Rota Ecológica. Ela é muito parecida com Antunes em Maragogi que é a minha preferida do estado do Alagoas, e do Brasil também. Toque é uma praia deserta, com águas transparentes, mar calmo e areia branquinha. Tem uma grande faixa de areia e nela não tem lixo como tem nas outras. Se fosse para voltar lá certamente ficaria no Toque. Nela tem boas pousadas, recomendo ficar hospedado ali se quiser conhecer a região.

Ao lado do toque fica a Praia de São Miguel dos Milagres, foi nela que nos hospedamos, tínhamos reservado 5 diárias para aproveitar todas as praias e descansar, mas dois dias foram suficientes para conhecer todas e saber que não queríamos ficar ali. São Miguel foi de longe a mais suja que visitamos, é triste porque quando você chega e vê aquele mar azul não imagina as condições da praia. Em questões de estrutura é a que mais tem barzinhos, e tem muito movimento, turistas e vendedores. Para fazer passeios de lancha e jangada é o melhor local, é na praia que se concentram todos os passeios.

Um ponto aqui sobre os barzinho, não são nada do que estamos acostumados, são estruturas com mínima infra estrutura, a maioria pé na areia, com condições de higiene questionáveis, se compararmos as barracas de praia que temos no sul quando você ver as de lá não vai querer comer, mas o que os olhos não veem o coração não sente né, e as vezes uma dor de barriga até ajuda heheheh

Depois de Milagres vem Riacho, Marceneiro e Camaragipe, essas eu não parei na praia para conhecer, por isso não vou emitir opinião. A famosa Capela onde os famosos se casam fica na praia do Riacho.

Capela dos Milagres (Foto: reprodução do site capeladosmilagres.com.br)

O que achei da Rota Ecológica de São Miguel? Eu não voltaria lá, simples assim, é famoso, é conhecido mas a cidade, ou melhor os vilarejos não tem estrutura, são simples e de pessoas simples que sentam em frente de suas casas e veem a vida passar, as vilas tem casas históricas, lavanderias comunitárias,  não tem restaurantes adequados, as praias, com exceção do Toque, são sujas, enfim, acho que estava com uma expectativa alta e me decepcionei. Claro, é sempre bom conhecer e tirar suas próprias conclusões, talvez sua experiência seja diferente da que tivemos.

Sobre hospedagem, ficamos hospedados na Pousada Encanto das Águas, parecia tudo lindo, porém a pousada faz receptivo, ou seja, todo dia de manhã umas três ou quatro vans chegam cheias de turistas que fazem day use,  talvez a maioria das pessoas não se importa com muvuca, mas eu não suporto, gosto de sossego, de poder sentar em uma espreguiçadeira e relaxar, e na pousada tínhamos que correr cedinho para conseguir lugar nas espreguiçadeiras antes que as vans chegassem, sem falar em tudo, piscina, restaurante, toda a estrutura da pousada. Há quase esqueci de falar dos buggys que aceleravam cedinho, ninguém gosta de ser acordado com aceleradas né :(. 

Mas em meio a esse caos tem um lugar que quero recomendar, é um lugar que achamos no primeiro dia e voltamos la para comer outras duas vezes. O restaurante fica na beira da estrada seu nome é Kiosque do Massau,  o lugar é limpo, os funcionários uniformizados atendem com muita educação, são prestativos, o dono atende com atenção, se certificam que estamos satisfeitos, enfim, pra nós aqui do sul que estamos acostumados com isso parece que é normal, mas acredite, no nordeste não é assim. Há, e a comida é boa e o preço é justo.

Acredito que três dias sejam suficientes para conhecer tudo e ainda curtir uma praia.

Espero que tenha gostado, no próximo post vou falar sobre as praias do sul de Maceió, Francês, Barra de São Miguel e Gunga. Beijos e até o próximo… 

Dicas para aproveitar o melhor do Caribe Brasileiro

Caso você me acompanha no instagran ( @deiabonetti) já sabe que estive de férias recentemente e viajamos para o nordeste do Brasil. O nordeste brasileiro é um lugar que eu amo, sua simplicidade me deixa muito a vontade e as paisagens são de tirar o fôlego. Pois bem, nesse post vou dar dicas para você aproveitar da melhor maneira possível as praias do estado do Alagoas.

Praia do Toque rota ecológica de São Miguel dos Milagres

O estado do Alagoas tem uma característica que torna dele o Caribe Brasileiro, seu mar tem aquele tom de azul que nos encanta, areia branquinha e a temperatura da água é ideal, quentinha o ano todo. Mas não basta ir para qualquer praia, tem que saber quais as praias realmente valem a pena conhecer.

Praia de Antunes

Para você entender vou usar Maceió, a capital de Alagoas, como ponto de referência, a partir dai poderei dar minha opinião sobre os melhores lugares para ir. Em Maceió temos as seguintes praias Guaxuma, Ipióca, Pajuçara, Pontal da Barra, Ponta Verde, Praia da Avenida, Praia Cruz das Almas, Praia de Sete Coqueiros e Jatiúca. Dessas as mais conhecidas são Ipioca, Jatiúca e Ponta Verde, as duas últimas ficam na orla de Maceió, eu não sei vocês, mas não me sinto a vontade em ficar curtindo uma praia onde passam um zilhão de pessoas, pra mim orla é somente para passear e não para curtir um dia de praia. Já Ipióca é mais afastada da capital e ela da uma ideia de como são as praias paradisíacas de Alagoas. Ela possui somente um restaurante o Hibiscus e não possui mais estruturas, o restaurante por sua vez tem uma boa estrutura, espreguiçadeiras, guarda sol, música ao vivo, eles cobram R$25,00 por pessoa para usar sua estrutura, já os pratos ficam em torno de R$150,00 por casal, um pouco salgado na minha opinião, mas é o preço que se paga para estar em uma praia quase deserta sem a perturbação de vendedores. 

Praia de Ipióca

Se afastando de Maceió no litoral sul tem as praias de Coruripe, Dunas de Marapé, Lagoa do Pau, Pontal de Peba, Praia do Gunga, Barra de São Miguel, e Francês. Dessas eu conheci as três últimas. O litoral sul, diferente do litoral norte tem as prais mais abertas, o mar não é de um azul estonteante, a água não é tão quente, a areia é mais grossa, ele também não tem em sua orla os famosos coqueiras, suas praias são mais semelhantes as que estamos acostumados a ver no restante do país, ou seja,  não é tão bonito e não vale a pena passar muitos dias nessas praias. Das prais que conheci, Francês, Barra e Gunga a minha preferida foi a do Gunga. Antes de chegar na praia  tem um mirante que mostra a praia e os arredores, é bem bonita a vista. A praia é bem agitada, cheia de vendedores ambulantes (as três são) e barzinhos, o mar é gostoso mas não se compara com as praias do litoral norte. Ela fica em área particular por isso é cobrado o valor de  R$20,00 de estacionamento, um conjunto de duas cadeiras e guarda sol custa R$50,00, mas ela tem vários bares onde pode-se  consumir e usar a estrutura. Vou fazer outro post com mais detalhes sobre as três praias e que fazer nelas.

Mirante da Praia do Gunga (Foto: Reprodução blog Partiu pelo Mundo)

Já o litoral norte conta com as praias mais maravilhosas, as famosas praias caribenhas Brasileiras. São elas, Paripueira, Sereia, Sonho Verde,  Barra de Santo Antonio, Carro Quebrado, Ilha da Corôa, Japaratinga, Maragogi, Passo do Camaragipe, Rota ecológica de São Miguel dos Milagres. Se usarmos o Street View para localizar essas praias, ou melhor, esses municípios, veremos que a cor da água é algo impressionante. A semelhança dessas praias é que elas são de maneira geral tranquilas, ficam em pequenas cidades com pouca estrutura, tem um mar calmo, águas com múltiplos tons de azul, areia branquinha. São aquelas famosas praias de papel de parede do computador.

Praia de Antunes e os bancos de areia que se formam com a maré baixa (Foto: Reprodução site Jaraguá Turismo)

Mas a questão é, das praias do litoral norte, quais são as melhores? A resposta é simples, quanto mais perto de Pernambuco melhor, não sei porque, mas o mar fica de um tom que não vi em nenhum outro lugar, até no Caribe não é tão azul. Já adianto que de Maragogi pra frente em direção a Pernambuco ficam, na minha opinião, as melhores praias de Alagoas. São as praias de Maragogi, Barra Grande, Antunes, Peroba e Ponta do Mangue. Todas essas praias tem um mar tranquilo e cristalino, perfeito para famílias relaxarem, as crianças amam porque suas águas estão repletas de peixinhos. Outra curiosidade é que com a maré baixa se formam as piscinas naturais e os bancos de areia permitem ir andando até os corais para fazer mergulho.

Da pra ver que sou fã dessas praias né, somente estando lá para entender o quanto são maravilhosas. Maragogi é o município e o lugar mais conhecido, o município é bem simples, não tem muita estrutura e as coisas la são meio precárias, a praia de Maragogi mesmo não é boa para banho, como ela esta na cidade tem lixo e muito movimento. Minha dica para curtir de verdade esse paraíso é se hospedar em Antunes ou Barra Grande, ambas ficam a uma distância de menos de 5km de Maragogi. A pousada Sol e Mar em Barra Grande tem uma ótima estrutura, e um bom restaurante. Já em Antunes tem a Pousada Rangai, o Village Miramar, Prive Costa Dourada e o Grand Oca Maragogi Resort que ficam no melhor ponto da praia, longe das barraquinhas e de frente para os corais e com a maré baixa da para ir andando até eles. Essas praias não tem lixo, não tem muito movimento e o melhor, não tem aquele monte de vendedor te abordando o tempo todo oferecendo alguma coisa.

Para fazer aquela foto incrível a praia tem redes, balanços e objetos que criam efeitos visuais bem interessantes, mas claro, tudo isso é cobrado, más cá entre nós, o lugar é tão lindo que não precisa de nada disso, duvido fazer uma foto feia lá. 

Para conhecer melhor as praias e sem esforço tem passeios de Buggy, ou pelo mar com passeios de lancha, tem ainda passeios diários até os corais para fazer mergulho nas piscinas naturais.

Eu pensei que conseguiria por tudo em um único post mas ficou muito grande, por isso vou ter que deixar as outras dicas para outro post, nele vou falar das praias da Rota Ecológica de São Miguel dos Milagres. Espero que tenha gostado desse.

Beijos e até o próximo.

Peixinhos nas piscinas naturais de Antunes
Corais

Rota dos Cânions na Serra Catarinense

Olá, estou de volta com mais um post de viagem para inspirar vocês.

Nosso país esta repleto de belezas naturais né, e o melhor, tem para todos os gostos, tem cerrado, caatinga, pantanal, pampa, mata, tem praia, tem cachoeira, tem montanha, tem dunas, lugares lindos que mostram o quanto somos pequenos e o quanto a natureza pode ser majestosa.

Aproveitamos o feriado de 7 de setembro para cair na estrada e visitar os Cânions da Serra Catarinense. Para quem não sabe a rota dos Cânions contempla os estados de SC e RS, começa em Bom Jardim da Serra/ SC e termina Cambará do Sul/RS. Fiz um roteiro a fim de conhecer os cânions, a Serra do Rio do Rastro e a cidade de Urubici. Para nossa alegria a previsão do tempo indicava tempo firme e sem neblina, perfeito para contemplar a serra.

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Nossa primeira parada foi em Urubici, nosso objetivo era visitar o Morro da Igreja que fica no Parque Nacional São Joaquim, um lugar lindo que tem visitação gratuita e é de fácil acesso.

O Morro da Igreja fica em área restrita,  para visitar é preciso de uma autorização prévia  que deve ser retirada na sede do ICMBio na cidade de Urubici, o endereço é Av. Pedro Bernardo Warmling, 1542 CEP: 88.650-000, é bem fácil achar, a visita não tem custo, você só vai preencher seus dados de contato, o horário de subida é das 8 as 17hs. Chegamos na cede por volta das 10hs, tinha uma pequena fila para pegar a autorização, mas não demorou mais que 15min, depois seguimos para o morro. O acesso é por ordem de chegada e tem um limite diário de 200 carros, portanto em dias de movimento as autorizações podem acabar  cedo, a subida do morro também é feita por ordem de chegada, e uma vez estando no topo pode permanecer lá por 15min. Quando chegamos tinham uns 20 carros da nossa frente, mas esperamos em torno de 15min também até chegar nossa vez. Fique atento, sem a autorização nem adiante subir o morro pois não vão deixar passar. Na base do Morro ainda é possível visitar a Cascata Véu de Noiva, dentro de uma propriedade particular com restaurante.

 

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Há, o acesso ao morro esta fechado para obras de melhorias na rodovia, as obras devem durar até o próximo ano, mas eles estão abrindo em feriados, por isso conseguimos fazer a visita, mas recomendo acessar o site ou ligar antes para se certificar de que mesmo sendo um feriado estará aberto. Segue os links para contato Urubici, ICMBio e o telefone  (49)  3278-4994.

Depois de visitar o morro da igreja paramos para comprar um lanche e seguimos para Bom jardim da Serra, onde ficam os Cânions e onde nos hospedamos. Se seu passeio tem o intuito de conhecer os Cânions é melhor se hospedar em Bom Jardim, é mais perto e mais prático. O caminho é um charme só, embora seja bem sinuoso, o asfalto é bom e as paisagens são lindas. Chegamos em Bom Jardim logo após o meio dia e seguimos direto para a Fazenda Rincão de Palha onde nos hospedamos. A localização da fazenda não poderia ser melhor, o Cânion das Laranjeiras fica dentro da propriedade da fazenda, e os donos fazem o passeio.

Chegamos no inicio da tarde quando o almoço estava sendo servido, o almoço era um belo churrasco, uma pena que já tínhamos comido no caminho. Logo após nos instalarmos na fazenda seguimos para o passeio, fomos com carro 4×4 com o filho do proprietário, o Benito, que além de nos mostrar o lugar de uma maneira especial nos deu uma aula sobre a biodiversidade da serra.

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O carro nos leva até próximo do cânion, passando por um terreno bem irregular, depois seguimos a pé até ele, contornamos toda sua borda. Terminamos o primeiro dia encantados, o Cânions das Laranjeiras é muito lindo, tem 3 cachoeiras que quebram o silêncio e deixam o lugar ainda mais belo. As fotos não mostram a verdadeira beleza do lugar que é sensacional. Ficamos nele até o pôr do sol e ainda fomos contemplados com a visita de uma raposa vermelha, lindaa.

No dia seguinte acordamos cedo tomamos o café da manhã na fazenda e saímos para conhecer o Cânion da Ronda. O Cânion da Ronda fica no sopé da serra do Rio do Rastro, também fica dentro de uma propriedade particular e o valor para conhecer é de R$10,00 por pessoa, a vantagem dele é que não precisa de guia, e pode ir de carro. A entrada fica a esquerda de quem sobe a serra, antes do mirante, tem um portal que identifica, é a mesma entrada para quem quer conhecer o parque eólico. O carro vai até um lugar bem perto do cânion, é acessível para quase todos, pessoas com mobilidade reduzida podem ter problemas para acessar. Do estacionamento uma escadaria e depois caminhada leve de menos de 5 min levam a borda do Cânion.

Ele é diferente do Cânion das laranjeiras, a formação é completamente diferente, mas igualmente encantador. No mesmo local esta o parque eólico, é possível ir bem perto das torres de energia. O lugar é incrível, sentar em silêncio e contemplar a beleza renova as energias.

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Depois de conhecer o Cânion fomos até o mirante  para ver a Serra do Rio do Rastro. Como era um sábado de feriado o mirante estava bem cheio. No mirante é possível fazer um passeio de helicóptero e ver as belezas de cima.

A tarde reservamos para conhecer o Cânion do Funil que fica na propriedade do Sr. Miguel, quem quer conhecer pode combinar direto com ele ou com a empresa Tribo da Serra que faz os passeios, o contato do Sr. Miguel é (49) 99127-1014, o valor varia, mas a média é de R$130,00 por pessoa. Confesso que depois do almoço bateu aquela preguiça e desistimos do passeio, rodamos por Bom Jardim e voltamos para a fazenda, la fizemos um passeio a cavalo e descansamos.

Nos programamos para voltar descendo a Serra, mas como na ida pegamos muuuuuito transito na BR 101, desistimos de voltar por ela e voltamos por um caminho alternativo. Como visitamos a Serra no sábado de manhã não sentimos necessidade de descer ela.

Algumas considerações sobre os lugares.

A serra é linda, as paisagens mudam o tempo todo, é fazer uma curva e se deparar com uma cachoeira, Bom Jardim é conhecida como a cidade das águas, as cachoeiras lá são abundantes, é muito lindo.

Bom Jardim não é uma cidade com uma grande estrutura, as coisas lá são simples, pousadas simples, restaurantes simples, porém os preços não são nada simples, são preços de turismo em cidades com mais estrutura.

A estrada que leva até a fazenda é toda de terra e alguns trechos são extremamente esburacados, carros baixos podem ter grandes dificuldades em passar.

Quanto a hospedagem na fazenda, embora os donos sejam extremante cordiais e tratam todos como membros da família ficamos um pouco decepcionados. As acomodações são perfeitas, não tenho do que reclamar, porém o café da manhã por exemplo não era grandioso, tinha pão, presunto, queijo, duas frutas, café, leite e suco, eu esperava um café da manhã tipico de fazenda, com bolos, salames, queijos coloniais, enfim, ficamos decepcionados. Nos decepcionamos também com a organização, pedimos um passeio de cavalo as 15:30hs, ficamos esperando e eram 17:45 quase anoitecendo quando os cavalos ficaram prontos, o passeio era para ser de uma hora porém não durou isso e já anoiteceu, o capataz da fazenda também ficou assustando os cavalos para que eles apressassem, eles ficavam nervosos e trotavam, para quem esta acostumado acho que tudo bem, mas era meu primeiro passeio de cavalo na vida não foi uma experiência nada agradável, no final da estadia veio a conta com o passeio cobrado por uma hora. Então qual minha opinião? Os donos são pessoas incríveis, mas o valor cobrado pela estadia não entrega vantagens, como não tem atividades na fazenda eu achei que o valor cobrado é injusto. Todas as atividades e alimentação são cobradas a parte.

Sobre os valores, o passeio de carro 4×4 custa R$100,00 por pessoa, o valor serve tanto para hospedes como para pessoas que façam somente o passeio. Abaixo a relação completa dos valores .

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Sobre os Cânions são lindos e valem o passeio, nos mostram o quanto somos pequenos e insignificantes, fazem refletir sobre a vida que levamos.

Mais algumas fotos da fazenda e das redondezas.

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Espero que tenham gostado, já já tem mais viagens pra inspirar vocês.

Beijos e até o próximo ♥

 

 

 

Viagem para África do Sul: Dicas

É até difícil acreditar que finalmente pude conhecer um pedacinho de um lugar que é tão especial pra mim. Sou apaixonada pela beleza e grandeza da África e sempre foi um sonho conhecer esse continente que é o berço da humanidade. Pisar em solo Africano é muito mais que a realização de um sonho é uma conquista que marcou a minha vida.

Nesse post vou dar umas dicas essenciais para viajantes que vão pela primeira vez para esse lugar incrível, dicas que não li em nenhum lugar e que nos fizeram passar perrengue.

 

 

SABI-SABI

Nosso objetivo na viagem era fazer safári, conhecer as belezas de um lugar único, ter a experiência de ver animais incríveis em seu habitat natural, aproveitar ao máximo o que ainda resta de vida selvagem, por isso escolhemos a Africa do Sul que traz um misto de vida selvagem e modernidade.

 

Antes de escolher a data pesquisamos qual o melhor período para fazer safári, ficamos sabendo que os meses de inverno são os melhores pois não chove muito e a vegetação esta baixa melhorando a visibilidade da vida selvagem.  O clima da Africa do Sul é o mesmo do Brasil, em maio, que foi o mês da viagem, estará no final do outono entrando no inverno, com temperaturas amenas durante o dia e frio a noite, e realmente é frio, assim que o sol se põe as temperaturas despencam cerca de 10 graus e vão baixando gradativamente. A noite faz muito frio. A vegetação ainda esta alta mas não esta densa como no verão.

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Vamos para as dicas…

Umas das dicas que quero passar é em relação ao frio, os games, como são chamadas as saídas para observação de animais, são feitos no início e no final do dia, isso porque a atividade nesse período é grande, ao longo do dia com as temperaturas altas os animais ficam mais “escondidos” dificultando a visibilidade. Como os games são feitos em períodos em que não tem sol o frio é muito intenso. Nos games matutinos saíamos do lodge as 6hs  e voltávamos perto das 10hs e nos games vespertinos saíamos as 15:30hs e voltávamos as 19hs. Enquanto tem sol é tranquilo e bem agradável, mas assim que o sol se põe fica realmente frio. No game matutino tínhamos a disposição cobertores individuais e recebíamos uma bolsa de água quente, a temperatura estava em torno de 6°C, lembrando que fomos no outono, se for no inverno certamente será bem abaixo disso, nos games vespertinos também tínhamos os cobertores para nos proteger dos 10°C que faziam quando anoitecia. É essencial usar camadas de roupas, um casaco bem grosso ajuda nessa hora, além de luvas e toucas.

 

A outra dica é uma consequência do frio, o ressecamento da pele. Além da exposição há variação brusca de temperatura o clima é muito seco o que destrói a pele. Por isso levar muuuuito hidratante é essencial, nesse ponto fui muito inocente em pensar que não precisaríamos de muito e levei pouco pois tenho a pele oleosa, o pouco que tinha acabou logo e sofremos um bocado. Além do frio o corpo fica exposto a muita poeira, pois os jipes que fazem os games são abertos e toda a poeira vem na gente. A mistura poeira, clima seco e baixas temperaturas deixam a pele um caos, por isso precisamos de muito hidratante para não danificar a pele.

Outra dica é sobre o clima seco e a poeira, eles irritam muito os olhos e as vias respiratórias, por isso além do hidratante é preciso levar colírio para lubrificar os olhos e se possível nebulizadores para as vias respiratórias. Outro equívoco meu foi levar pouco colírio, uso lentes de contato e já no segundo dia não foi possível ficar com elas, meus olhos ficaram muuuito irritados e não pude mais usar, o colírio que levei terminou cedo e fiquei com olhos vermelhos até o fim da viagem. Claro que quando chegamos em Johannesbug comprei mais colírio mas o tempo que fiquei no parque fazendo safári foi bem incomodo.

Com a quantidade de poeira que vem na gente minha próxima dica é em relação a roupas, escolha jaquetas que não retém poeira, tecidos plastificados que possam ser batidos e estão limpos (aqueles impermeáveis), nada de algodão ou lã como última camada, a menos que leve uma peça para cada dia, realmente suja muito, lenços para o rosto e cabelo também ajudam a proteger da poeira. Nos pés uma boa bota ajuda a proteger do frio e evitar a poeira.

A outra dica é sobre precisar comprar coisas, leve tudo que possa precisar pois não tem lugar  próximo para comprar. As reservas são muito afastadas e  se precisar de alguma coisa vai passar perrengue. Nesse sentido não tivemos problemas, antes da viagem passamos em uma farmácia e compramos tudo que era possível, até coisas para problemas que nunca tivemos, porque vai que né.

A região que escolhemos para fazer safári é uma região livre de malária, mas se for viajar para a região do Kruger por exemplo precisa levar muito repelente. Outra questão importante é que no período de inverno não tem mosquitos o que diminui os riscos. Tenho que dizer que levamos repelente e em nenhum dia usamos porque não tinha mosquitos. Além do repelente precisa levar protetor solar pois a maioria dos jipes não tem proteção, são abertos e o sol de lá castiga.

A Africa do Sul teve sua colonização inglesa, por isso dirigir la pode ser um desafio pois é mão inglesa. Sugiro que em caso de aluguel de carros o faça com cambio manual. Tenho que confessar que estava ansiosa com essa questão, mas foi super tranquilo, não tivemos dificuldades, as estradas que rodamos são muito boas, superiores as que rodamos aqui no Brasil, muito bem sinalizadas e o asfalto não tem remendos ou buracos, é um tapete. Uma diferença é o volume de pedágios, tem muitos, que variam de 20 ZAR a 75 ZAR.

Falando em Zar, ele é a moeda local, que vale em torno de R$3,28, mas não se engane com essa valorização do real, os preços de lá são altos, qualquer coisa custa em torno de 100 ZAR, quando falo qualquer coisa são as coisas simples e básicas, por exemplo, um adaptador custava 300,00 Zar, quase R$100,00, se for fazer passeios o custo é alto. Antes de ir li o relato de uma brasileira que descreveu os valores altos e até absurdos das coisas e em contra partida vi várias pessoas falando que as coisas eram baratas, mas o que constatamos foi que qualquer coisa que queríamos comer ou fazer dava uns R$100 cada. Claro isso varia, talvez as regiões que nós fomos sejam mais caras, mas fica o alerta, não se engane achando que é tudo muito barato.

Levamos carregador universal que era para ser útil la mas a grande maioria dos lugares não foi, as tomadas são de três pinos grossos, sugiro comprar em algum supermercado, vai ser mais barato.

Com relação ao câmbio, fizemos no aeroporto mesmo, nas esteiras para pegar as bagagens já tem agências, não sabíamos se do lado de fora teria então trocamos ali mesmo, mas na saída tem e os valores são melhores, uma diferença de centavos mas que compensa.

Na África do Sul assim como em outros países é possível receber de volta 15% do valor pago em compras de produtos que vão ser levados do país, e a chamada VAT (Value Added Tax), ao fazer uma compra de algum produto, roupas por exemplo, esse produto tem o acréscimo de imposto e ao deixar o pais é possível receber de volta o valor desse imposto, para isso basta pegar a nota fiscal de compra e no aeroporto solicitar a devolução. A devolução é válida somente para bens e produtos de uso pessoal, ou seja, passeios, hotéis, alimentação não entram na devolução. No aeroporto antes de entrar na área de embarque é preciso carimbar as notas e depois na aérea de embarque solicitar a devolução. Porem é preciso carimbar as notas antes de despachar as malas porque em alguns casos eles pedem para mostrar os produtos. Para saber mais sobre as regras da VAT acesse o link a seguir VAT. Há, não adianta ir direto a área de devolução sem antes carimbar as notas, eles não aceitam notas não carimbadas.

Acho que já falei demais nesse post e vou deixar roteiros e dicas especificas de cada lugar para outros posts.

Espero que tenham gostado e fiquem ligados no próximo post pois vou falar mais detalhado sobre aluguel de carro, hospedagem, alimentação e passeios.

Beijos♥