Viagem para África do Sul: Dicas

É até difícil acreditar que finalmente pude conhecer um pedacinho de um lugar que é tão especial pra mim. Sou apaixonada pela beleza e grandeza da África e sempre foi um sonho conhecer esse continente que é o berço da humanidade. Pisar em solo Africano é muito mais que a realização de um sonho é uma conquista que marcou a minha vida.

Nesse post vou dar umas dicas essenciais para viajantes que vão pela primeira vez para esse lugar incrível, dicas que não li em nenhum lugar e que nos fizeram passar perrengue.

 

 

SABI-SABI

Nosso objetivo na viagem era fazer safári, conhecer as belezas de um lugar único, ter a experiência de ver animais incríveis em seu habitat natural, aproveitar ao máximo o que ainda resta de vida selvagem, por isso escolhemos a Africa do Sul que traz um misto de vida selvagem e modernidade.

 

Antes de escolher a data pesquisamos qual o melhor período para fazer safári, ficamos sabendo que os meses de inverno são os melhores pois não chove muito e a vegetação esta baixa melhorando a visibilidade da vida selvagem.  O clima da Africa do Sul é o mesmo do Brasil, em maio, que foi o mês da viagem, estará no final do outono entrando no inverno, com temperaturas amenas durante o dia e frio a noite, e realmente é frio, assim que o sol se põe as temperaturas despencam cerca de 10 graus e vão baixando gradativamente. A noite faz muito frio. A vegetação ainda esta alta mas não esta densa como no verão.

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Vamos para as dicas…

Umas das dicas que quero passar é em relação ao frio, os games, como são chamadas as saídas para observação de animais, são feitos no início e no final do dia, isso porque a atividade nesse período é grande, ao longo do dia com as temperaturas altas os animais ficam mais “escondidos” dificultando a visibilidade. Como os games são feitos em períodos em que não tem sol o frio é muito intenso. Nos games matutinos saíamos do lodge as 6hs  e voltávamos perto das 10hs e nos games vespertinos saíamos as 15:30hs e voltávamos as 19hs. Enquanto tem sol é tranquilo e bem agradável, mas assim que o sol se põe fica realmente frio. No game matutino tínhamos a disposição cobertores individuais e recebíamos uma bolsa de água quente, a temperatura estava em torno de 6°C, lembrando que fomos no outono, se for no inverno certamente será bem abaixo disso, nos games vespertinos também tínhamos os cobertores para nos proteger dos 10°C que faziam quando anoitecia. É essencial usar camadas de roupas, um casaco bem grosso ajuda nessa hora, além de luvas e toucas.

 

A outra dica é uma consequência do frio, o ressecamento da pele. Além da exposição há variação brusca de temperatura o clima é muito seco o que destrói a pele. Por isso levar muuuuito hidratante é essencial, nesse ponto fui muito inocente em pensar que não precisaríamos de muito e levei pouco pois tenho a pele oleosa, o pouco que tinha acabou logo e sofremos um bocado. Além do frio o corpo fica exposto a muita poeira, pois os jipes que fazem os games são abertos e toda a poeira vem na gente. A mistura poeira, clima seco e baixas temperaturas deixam a pele um caos, por isso precisamos de muito hidratante para não danificar a pele.

Outra dica é sobre o clima seco e a poeira, eles irritam muito os olhos e as vias respiratórias, por isso além do hidratante é preciso levar colírio para lubrificar os olhos e se possível nebulizadores para as vias respiratórias. Outro equívoco meu foi levar pouco colírio, uso lentes de contato e já no segundo dia não foi possível ficar com elas, meus olhos ficaram muuuito irritados e não pude mais usar, o colírio que levei terminou cedo e fiquei com olhos vermelhos até o fim da viagem. Claro que quando chegamos em Johannesbug comprei mais colírio mas o tempo que fiquei no parque fazendo safári foi bem incomodo.

Com a quantidade de poeira que vem na gente minha próxima dica é em relação a roupas, escolha jaquetas que não retém poeira, tecidos plastificados que possam ser batidos e estão limpos (aqueles impermeáveis), nada de algodão ou lã como última camada, a menos que leve uma peça para cada dia, realmente suja muito, lenços para o rosto e cabelo também ajudam a proteger da poeira. Nos pés uma boa bota ajuda a proteger do frio e evitar a poeira.

A outra dica é sobre precisar comprar coisas, leve tudo que possa precisar pois não tem lugar  próximo para comprar. As reservas são muito afastadas e  se precisar de alguma coisa vai passar perrengue. Nesse sentido não tivemos problemas, antes da viagem passamos em uma farmácia e compramos tudo que era possível, até coisas para problemas que nunca tivemos, porque vai que né.

A região que escolhemos para fazer safári é uma região livre de malária, mas se for viajar para a região do Kruger por exemplo precisa levar muito repelente. Outra questão importante é que no período de inverno não tem mosquitos o que diminui os riscos. Tenho que dizer que levamos repelente e em nenhum dia usamos porque não tinha mosquitos. Além do repelente precisa levar protetor solar pois a maioria dos jipes não tem proteção, são abertos e o sol de lá castiga.

A Africa do Sul teve sua colonização inglesa, por isso dirigir la pode ser um desafio pois é mão inglesa. Sugiro que em caso de aluguel de carros o faça com cambio manual. Tenho que confessar que estava ansiosa com essa questão, mas foi super tranquilo, não tivemos dificuldades, as estradas que rodamos são muito boas, superiores as que rodamos aqui no Brasil, muito bem sinalizadas e o asfalto não tem remendos ou buracos, é um tapete. Uma diferença é o volume de pedágios, tem muitos, que variam de 20 ZAR a 75 ZAR.

Falando em Zar, ele é a moeda local, que vale em torno de R$3,28, mas não se engane com essa valorização do real, os preços de lá são altos, qualquer coisa custa em torno de 100 ZAR, quando falo qualquer coisa são as coisas simples e básicas, por exemplo, um adaptador custava 300,00 Zar, quase R$100,00, se for fazer passeios o custo é alto. Antes de ir li o relato de uma brasileira que descreveu os valores altos e até absurdos das coisas e em contra partida vi várias pessoas falando que as coisas eram baratas, mas o que constatamos foi que qualquer coisa que queríamos comer ou fazer dava uns R$100 cada. Claro isso varia, talvez as regiões que nós fomos sejam mais caras, mas fica o alerta, não se engane achando que é tudo muito barato.

Levamos carregador universal que era para ser útil la mas a grande maioria dos lugares não foi, as tomadas são de três pinos grossos, sugiro comprar em algum supermercado, vai ser mais barato.

Com relação ao câmbio, fizemos no aeroporto mesmo, nas esteiras para pegar as bagagens já tem agências, não sabíamos se do lado de fora teria então trocamos ali mesmo, mas na saída tem e os valores são melhores, uma diferença de centavos mas que compensa.

Na África do Sul assim como em outros países é possível receber de volta 15% do valor pago em compras de produtos que vão ser levados do país, e a chamada VAT (Value Added Tax), ao fazer uma compra de algum produto, roupas por exemplo, esse produto tem o acréscimo de imposto e ao deixar o pais é possível receber de volta o valor desse imposto, para isso basta pegar a nota fiscal de compra e no aeroporto solicitar a devolução. A devolução é válida somente para bens e produtos de uso pessoal, ou seja, passeios, hotéis, alimentação não entram na devolução. No aeroporto antes de entrar na área de embarque é preciso carimbar as notas e depois na aérea de embarque solicitar a devolução. Porem é preciso carimbar as notas antes de despachar as malas porque em alguns casos eles pedem para mostrar os produtos. Para saber mais sobre as regras da VAT acesse o link a seguir VAT. Há, não adianta ir direto a área de devolução sem antes carimbar as notas, eles não aceitam notas não carimbadas.

Acho que já falei demais nesse post e vou deixar roteiros e dicas especificas de cada lugar para outros posts.

Espero que tenham gostado e fiquem ligados no próximo post pois vou falar mais detalhado sobre aluguel de carro, hospedagem, alimentação e passeios.

Beijos♥

 

 

 

 

 

 

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