Viagem: Deserto do Atacama, Gêiser del Tatio

Madrugar, foi o que tive que fazer para esse passeio, o hotel deixou um lanchinho pronto na recepção e as 4:30 o guia chegou no hotel para o passeio, mesmo com frio o grupo estava animado.  O caminho foi muito gostoso, ainda estava escuro e foi possível ver as estrelas, alias o céu mais lindo do mundo eu vi no Atacama.

Dica: Esse passeio vai te levar a 4300mts de altitude, então nada de beber álcool e exagerar na comida no dia anterior.

O motivo de ser um passeio tão cedo é que a atividade mais intensa dos Geisers acontece antes do sol nascer, então nada de mimimi e trate de pular cedo da cama porque vai valer a pena. Depois de aproximadamente uma hora de viagem e subir 4300metros chegamos no campo geométrico com uma temperatura de -7ºC, isso mesmo -7 graus, o motivo de eu não ter fotos da atividade dos gêiser é esse, eu não conseguia parar de tremer, tava muito, muito frio, mãos congelando, somente depois que o sol nasceu é que consegui me mexer e explorar o lugar, hehehe.

Assim que o sol sai a atividade fica muito baixa, com poucas erupções e saindo somente fumaça, o caminho é delimitado por uma trilha de pedras que mostra onde você pode ir e onde não é seguro.

No final do post vou deixar um vídeo mostrando melhor já que não tenho muitas fotos.

Confesso que fiquei boa parte do tempo perto do vapor para me manter aquecida, mas a água sai muito quente então nada de encostar.

Nesse momento eu já estava aquecida, mas o ideal é levar um casaco térmico para passeios assim, a variação de temperatura é muito grande, eu estava com quatro camadas, o passeio terminou depois do meio dia , aí fui me desfazendo delas ao longo da manhã.

O tour permite um banho nas piscinas com águas termais, mas eram 7 da manhã e não tive coragem de tirar a roupa, ainda estava frio e teríamos mais passeios na manhã.

 

Dicas

  • O ideal é fazer esse passeio no último dia pois seu organismo já estará acostumado com a altitude e não terá nenhum problema.
  • Se mantenha aquecido e hidratado
  • Não subestime o frio e muito menor o calor, vai começar o passeio com muito frio e terminar debaixo de um sol escaldante.
  • Não esqueça o protetor solar, chapéu e a água.
  • Se for tomar banho nas piscinas não esqueça de roupa apropriada e toalha.
  • Cuidado ao andar próximo das erupções porque o chão estará congelado e fica muito escorregadio. 

Na volta entornando a cordilheira passamos pelo Valle Putana, que segundo a história é chamado assim porque tinha uma certa Ana que adorava namorar com todos os homens da região, ela foi morta no vale, daí o nome de Putana, não sei se é real ou se o guia estava tirando onda com minha cara hehehe.

O que eu sei que a água que corre nesse vale é muito cristalina, é um refugio para pássaros, com água e alimento em abundância.

Depois o passeio nos leva até a Villa Machuca um pequeno povoado de pastores de lhamas, onde tem um pastel de queijo de lhama e espetinho de carne de lhama (eu provei os dois, vale a pena provar ein.), a vila possui uma igreja centenária, vivem 09 famílias no local que sobrevivem do que plantam e do turismo.

Quem constrói a casa põe sobre ela uma cruz para espantar os maus espíritos.

O lugar é um charme, pessoas simples mas que acolhem muito bem o turista.

O passeio custou CLP 26000,0 uns R$125,00, pela agencia Turistour, eu super indico a agência, são profissionais muito qualificados, falam inglês e espanhol, e dão total suporte.

Espero que tenham gostado, até o próximo post, beijos.

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