Viagem: Deserto do Atacama, Tulor e Pukara de Quitor

Seguindo minha viagem depois de Santiago peguei um voo para Calama e de la segui com um transfer até São Pedro do Atacama. Eu estava a mil, não via a hora de chegar e quando o avião pousou em Calama eu estava muito, muito feliz. Na chegada o céu azul sem nenhuma nuvem mostrava como seriam os próximos dias.

Céu em Santiago
Céu em Calama

E foi esse céu azul que me acompanhou durante todos os dias da minha viagem. O Deserto do Atacama é conhecido como um dos mais secos, a umidade no dia que cheguei estava abaixo de 10%, aí haja água para hidratar, água é um item indispensável para qualquer passeio, tem que ter sempre a mão!!

Falando nisso, olha como acordei no segundo dia de estadia, minha pele estava extremamente ressecada e descamando, tive que abusar dos hidratantes para dar um jeito.

Fiquei hospedada no Hotel Tulor, que é inspirado na Aldeia Tulor, a aldeia foi um dos primeiros assentamentos humano no Vale Atacama, hoje restam apenas ruínas das construções adobe que existem ha mais de 3 mil anos.

O Hotel conta com uma estrutura razoável, possui uma piscina pequena, cabanas muito aconchegantes construídas de barro quase fieis as originais, mas com muito conforto, o modelo faz com que durante o dia fique fresquinho e a noite fica quente, nem precisei ligar o aquecimento ou o ar durante minha estadia.

O hotel fica muito bem localizado, próximo da Rua Caracol que é a rua principal onde se concentra todo movimento, lojas, mercadinhos e restaurantes.

Cheguei no Atacama perto das 20:00hs, ainda estava dia mas logo o sol se pôs e o frio chegou, 5ºC a noite, pedi recomendação no hotel de onde poderia jantar e eles me indicaram o restaurante Ayllu que servia carne de lhama, obvio que eu precisava provar, la fui eu, chegando fui surpreendida pela quantidade de brasileiros trabalhando no local já me senti em casa, pedi a Lhama e  para acompanhar me indicaram uma cerveja artesanal feita no local, e gente, incrivelmente gostosa, eu provei a de Rica rica uma planta local, a cerveja tinha um toque cítrico, perfeita. E para esquentar nada como ficar ao lado do fogo, aliás, quase todos os restaurantes possuem uma fogueira no centro pra gente se aquecer nas noites frias do deserto.

Outro local que fiz muitas refeições foi o Todo Natural, com pratos incríveis, umas saladas maravilhosas e o salmão de la, me da água na boca lembrar, e tudo  muito saudável.


 

Alem desses gostei muito do Adobe, todos contam com prato típicos e uma variedade de carnes e peixes, alias, os peixes de lá são muito bons, apesar das adversidades pra chegar.

No primeiro dia não é recomendado que se faça nenhum  passeio que exija esforço, até o organismo  se acostumar com a altitude, temperatura e umidade. Por isso nesse dia decidi conhecer  a cultura e a história do lugar fazendo um passeio arqueológico, onde conheci a Aldeia de Tulor e Pukara de Quitor.

No passeio arqueológico foi possível conhecer as ruínas dessa aldeia, as construções de adobe eram interligadas entre si e rodeadas por uma muralha perimetral que abrigava em torno de 200 pessoas, mas ainda há muito o que descobrir já que eles não tem real dimensão do quão grande é, há ainda muito o que escavar, e boa parte das descobertas estão quase soterradas pela ação do vento.

Foram recriadas duas adobes no local do sítio arqueológico para que tenhamos visão de como a tribo vivia.

Depois fomos até as ruínas de Quitor, uma fortaleza construída por volta do século XII com rochas e barro, a fortaleza foi construída no alto com visão estratégica de quem chegava, foi tomada primeiramente pelos Incas que em 1540 foram derrotados pelos Espanhóis, ela resistiu por mais de 20 anos antes de sua queda. Em 1982 foi declarada monumento nacional.

Muro que cerca a fortaleza

Cultura Atacamenha

Império Inca

Em 1954 a Espanha derrota os incas e assume o território da região

O passeio até o sítio vale muito a pena, a história Atacamenha é muito rica, no passeio você pode visitar um museu que preserva  a história do lugar.

E olha a vista do alto, da para ver todo o vale e lá no fundo o majestoso Lincancabur!

 

Ao final do passeio a ultima parada foi para visitar uma família que ainda vive conforme costumes de seus antepassados. Vivem do que plantam, criam alpacas e ovelhas, plantam grão, e cuidam de um jardim lindo. Foi muito bacana, o grupo foi recebido com uma mesa posta para café da manhã, com pães, geleia e suco geladinho.

Esqueleto de um cacto

Todos meus passeios foram guiados pela empresa Tutistour, que tem um atendimento muito bom, guias que falam em espanhol e inglês, e era a unica que aceitava pagamento com cartão, as demais somente em dinheiro.

O passeio completo custa CLP 25.000,00 fiz pela empresa Turistour

Meu passeio continua no próximo post. Qualquer dúvida por favor deixe nos comentários.

Beijos.

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